Sábado, Janeiro 31, 2004

Natália de Andrade - Cantora frustrada ou um mito da música nacional?

Ontem recebi um mail fantástico. Um senhor que encontrou este blog através de uma pesquisa na net, veio pedir-me informações sobre Natália de Andrade, porque a ouviu cantar ou falar dela na Antena 2. Disse-me que estava muito interessado em saber tudo o que pudesse sobre ela e se pudesse gravar-lhe o cd com as músicas dela, melhor. Fiquei boquiaberto, pensando se teria bebido assim tanto... é que tinha acabado de chegar do Bairro Alto...

Sexta-feira, Janeiro 30, 2004

Net vai, net vem...

Se há dias em que temos tudo por fazer, também há aqueles em não há nada de jeito. Ontem fiquei sem net e foi o desespero total. Mesmo assim consegui deitar-me tarde e a más horas. Estive a ver A Residência Espanhola, um sempre divertido filme e depois terminei o livro do Cunningham, cujo final é algo trágico, mas mesmo assim muito bonito, não deixem de o ler.



E pronto, acabado o livro, viro-me para o pequeno relógio que dá as horas a vermelho e marcava 4:35. É impressionante e o pior é que já não posso por as culpas na net. Hoje acordei relativamente cedo (eram 11h) e lá me arrastei para a faculdade para ir almoçar com a Rita. Ela precisava de falar comigo por causa de uns problemas de ordem social lá na faculdade, mas quem é que resolveu marcar presença? O idiota chapado do João Paulo (o campónio, não eu). Não suporto aquele gajo, é a personificação da idiotice. Claro que não se falou quase nada de jeito, mas ficou acordado que teríamos de meter o bedelho nas relações inter-amigos para resolver os problemas.
Depois resolvi que não ia fazer melhoria a MMC mal abri os apontamentos com aquelas fórmulas ímperceptíveis. Nem acredito que passei, quero lá saber da melhoria. Preciso é de gozar as minhas férias porque ao contrário de uns e outros, não terei um mês inteiro para descansar, as aulas começam já de terça a oito.
Resolvi então ir visitar o Roger (a propósito...) para partilhar com ele o espírito do não-fazer-nada e lá estivémos estendidos a ver um episódio do Sexo e a Cidade e outras coisas do género. Depois vim para casa e lá chegou o gajo da net. Pelo menos pôs-me isto a funcionar, não como eu queria, mas pronto, ao menos estou comunicável de novo.
Agora talvez vá ver a palestra no Observatório Astronómico sobre meteoritos. Podem acompanhá-la em directo, se quiserem.
Post(o) isto, ala que se faz tarde.

Quarta-feira, Janeiro 28, 2004

Cansaço

Estou cansado fisica e psicologicamente. Comecei o dia com mais um exame de Geodesia e Geomagnetismo. Correu mais ou menos bem embora me tenham saído as piores matérias possiveis. Fiquei a saber que tinha passado a Mecânica dos Meios Contínuos com 13. UFFFFFF!!! Se alívio fosse merda, não havia papel higiénico que chegasse. Tentei combinar alguma coisa para fazer durante a tarde mas fui fulminado pelo síndrome do "não-posso-tou-a-estudar" ou outras coisas parecidas. Acabei por ir visitar o Pedro. VI mais um episódio do Queer as Folk, versão americana. Beeem, gajos podres :) Tenho mesmo de comprar aquilo quando puder. Quem sabe se em Londres não anda barato?
Depois fui até à natação onde fiz o primeiro treino para a prova onde vou entrar, 30min a nadar. Consegui fazer 1350m. Nada mau, para primeira vez. Mas em compensação estou estoirado, por isso vou-me deitar não tarda. Até amanhã.

Segunda-feira, Janeiro 26, 2004

Comentários versão 2.0

Pois é, já arranjei um novo site que me suporta os comentários. Este até é mais fixe porque dá para personalizar o aspecto. Aguardo o vosso "feed-béke" fiéis leitores! Portanto... báxem o som do tél-visor e naveguem no meu belogue! :)
Entretanto também queria dizer q nos últimos dias aumentei consideravelmente a minha playlist, graças à minha adesão ao fenómeno eMule. Raça da mula tem tudo o que eu quero! Até episódios do Queer as Folk ando a sacar. Mas o melhor mesmo foi o vídeo da música já famosa neste blog Time of Our Lives do meu querido Paul Van Dyk. E não desiludiu; o vídeo está lindo e os rapazitos são todos podres de bons. Recomenda-se.

Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

Um dia como tantos outros

Hoje para não variar acordei tarde, porque ando a deitar-me todos os dias às 5h da matina. Já nem custa nada; dantes quando eu pensava em tais horas diria que era maluco por ficar acordado até tão tarde. Agora, parece que o tempo passa a correr. Liguei ao Mário porque ele me tinha mandado um Kolmi e lá estivémos na amena cavaqueira e até combinámos ir ver um filme hoje, mas afinal ficou adiado. Depois fui ter com a minhã mãe que me obrigou a descer o parque Eduardo VII até ao Marquês de Pombal (onde ela e as colegas estavam reunidas para uma manife), para ir buscar uma geleira cheia de comida (uma pessoa tem que se prevenir até ao final da época de exames...). O pior foi fazer o percurso contrário: é que a geleira estava mesmo pesada. Obrigado mãe!
Finalmente fui até à faculdade tirar umas dúvidas de Geodesia e Geomagnetismo. Levei lá a tarde toda, porque o profe era tipo boneco de corda, démos-lhe um bocadinho e ele nunca mais se calou.
Nada de especial...

Quinta-feira, Janeiro 22, 2004

Beleza

Emoções... alegria, tristeza, surpresa, comoção, espanto, amor, contemplação... um chorrilho de sensações sobem pelo meu corpo ao assistir ao fabuloso Beleza Americana. Já o devo ter visto umas dez vezes, mas hoje chorei no fim. E continua a apetecer-me chorar. Não de tristeza, não de alegria... nem sei bem o motivo pelo qual me apetece chorar. Pela beleza do Mundo? Por finalmente ser capaz de apreciar a beleza do quotidiano? Ouvir um disco, ler um livro, dar uma gargalhada, ver um filme, dar um passeio. Coisas simples, mas que tornam a vida tão... bonita! Também chorei quando o Ricky descrevia a trajectória de um... saco de plástico levado pelo vento como sendo a coisa mais bonita que alguma vez tinha filmado:

Ricky to Jane:

"...Want to see the most beautiful thing I've ever filmed?

...It was one of those days when it's a minute away from snowing and there's this electricity in the air, you can almost hear it, right?
And this bag was like, dancing with me. Like a little kid begging me to play with it. For fifteen minutes. And that's the day I knew there was this entire life behind things, and ... this incredibly benevolent force, that wanted me to know there was no reason to be afraid. Ever. A beat.

Video's a poor excuse. But it helps me remember... and I need to remember...

Sometimes there's so much beauty in the world I feel like I can't take it, like my heart's going to cave in..."


American Beauty









Um outro filme que vi hoje, mas desta vez bem acompanhado, foi o Love actually, que também me comoveu bastante, pela sua beleza, mais uma vez. O facto do autor querer mostrar que, apesar do mundo contemporâneo ter a conotação do ódio e da falta de confiança entre as pessoas (bem como outros sentimentos igualmente negativos) podemos encontrar o amor nas mais diversificadas situações do dia-a-dia e exemplifica com uma cena filmada nas chegadas no aeroporto de Gatwick (Londres). Um filho abraça o pai, o amigo abraça o amigo, o homem abraça a sua companheira... Muito boa onda, e logo eu, que odeio comédias românticas. Tou a ficar mole... Já é a segunda no espaço de um mês que gosto...





Fiquem bem, que eu também...

Terça-feira, Janeiro 20, 2004

Six feet under

Não acredito que andei a perder esta fantástica série! Recomendo a TODA a gente! Segundas feiras 22h, na 2:.







(sim, são mesmo gays)



Site oficial

Segunda-feira, Janeiro 19, 2004

Herman Sic

Acabei de chegar do Herman Sic! Foi giro, valeu pelo facto de ter ido, porque o programa em si não teve muita piada...



O ambiente das gravações, os gritos, as claques, o fumo, as luzes, os "scanners" (Roger!!!), é uma atmosfera contagiante. Hei-de lá voltar mais vezes! Mas segundo consta não apareci no tél-visor. Não fez "feed béke". Prá próxima levo um cartaz a dizer "Mãe tou aki!"...

uma pérola vinda por e-mail

No meio do trânsito de Lisboa, estão lado a lado um Mercedes em que segue uma madame finíssima e o respectivo motorista e um Fiat Uno bem velhinho. O tipo do Uno, grita, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito até que a fina madame baixa o vidro do Mercedes e diz-lhe:
- A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes!, Shakespeare, em "Macbeth".

O tipo do Uno não se intimida e revida:

- Tou-me a cagar pra isso!, Ferro Rodrigues, "Processo da Casa Pia".

Sexta-feira, Janeiro 16, 2004

Depressão

Depois da tempestade, vem a bonança. No meu caso foi ao contrário: depois da bonança trazida pelos resultados muito positivos em Oceanografia choveram pequenas tempestades na minha vida. Obviamente o tema dominante foi a p*** da mecânica dos meios contínuos. Eu chego ao ponto de querer adormecer e tentar verificar se me lembro das fórmulas. Não me lembrei. Já fiz o exame e correu bastante mal: se passar, será por sorte. É mau... desde o Natal que só parei para estudar alguma Oceanografia e de resto, sempre a batalhar nisto. No fim, chego às vésperas de exame com a sensação de não saber nada e no exame foi o que se viu. Só tentei resolver 60% do exame, por isso a probabilidade de aprovação está muito diminuida. Enfim. Não vos maço mais com isto. Tentarei a melhoria, mais que não seja para o ano que vem.

A segunda coisa que me tem chateado é a ida a Londres. O meu pai não aprovou e eu já tenho os bilhetes comprados. Talvez seja um mal entendido porque umas das razões que ele apontou era o dinheiro. Ora, eu disse que a viagem tinha custado 182€, mas isto inclui ida e volta. Pelo que a mãe me disse (entretanto falaram via telefone), ele poderá ter entendido que esse era apenas o preço da viagem de ida. Não sei, não me lembro, é uma questão de esclarecer isso como deve ser. O chato é que estava a contar com um extra proveniente da bolsa de estudo para ir desafogado. Ora ele começou logo a dizer que esse dinheiro seria para pagar as propinas. Só para chatear, porque nos anos anteriores ele sempre cobriu essa despesa; "Não te preocupes, que dos estudos cuido eu" - dizia ele. O facto é que não aguento isto muito mais tempo. O remédio seria ir dar explicações para ganhar algum dinheiro extra e não ter que dar contas da minha vida. Só não vou porque quero tempo para, além do estudo (que praticamente monopoliza o que tenho), poder estar com os meus amigos um pouco, porque senão morro de solidão e tédio! É que viver nestas condições é... inexplicável! É pior que morar com um desconhecido! Talvez se morasse sozinho fosse melhor. Foi a pior asneira da minha vida, ter vindo para aqui.

Mas os anos teimam em não passar e vejo-me sem perspectivas. Por um lado, queria ser investigador mais para poder ser professor (isso sim, dar-me-ia gozo), por outro quanto mais avanço no curso, com pior aspecto as matérias vão ficando e não sei se terei estofo para fazer investigação. Uma pessoa habitua-se a tudo, é certo, de certeza que para o ano que vem, as matérias deste ano me parecerão acessíveis, mas é um ciclo vicioso: vai sempre piorando. E não sei se quero isto para mim. Não sei até que ponto um emprego como técnico de meteorologia por exemplo não me satisfaria mais.

Estou cansado. Vejo bolinhas pretas quando fecho os olhos. Fecho-os mas não adormeço. A agitação na minha mente é enorme. E no entanto não consigo transpor cá para fora. Estou cansado da escola, cansado de não ter alguém que aprecie o que faço, os meus projectos, as minhas ideias, os meus sucessos, os meus sentimentos... Estou cansado da vida que levo. Preciso de mudança.

Terça-feira, Janeiro 13, 2004

Um momento feliz

Estou tão feliz! Pensava que me tinha tornado burro de um momento para o outro; todos tiravam melhores notas do que eu e não sabia explicar porquê... Hoje fui desinteressadamente até à faculdade pôr o caderno para fazer o exame na sexta (Argh!...) e dei uma espreitadela ao placard das notas... Pois bem, as notas de Oceanografia já tinham saído e a minha excedeu as minhas expectativas: tive um belo 19! Valeu a pena estudar tanto! Eu disse que me tinha corrido bem, mas pensei que elas descontasse por alguns pormenores que se falha sempre que há uma cadeira mais descritiva. Fiquei mesmo feliz, já havia muito tempo que não tinha uma nota assim tão boa, é óptimo para levantar a moral nestas alturas. Só me apetecia cantar a já vossa conhecida música do Paul Van Dyk, especialmente os versos que lembram o sucesso e a felicidade :) Aquela música é mesmo bonita, mais do que à partida possa parecer.

Queria pedir desculpa aos "meus" leitores (e amigos, porque para estarem a ler isto, são meus amigos) por não escrever todos os dias, mas estou muito atrapalhado com o exame de sexta feira e além disso que querem que vos diga? Umas formulazinhas? Pra massacrado basto eu, deixem lá... Bom trabalho, pra quem estiver na mesma situação que eu! :P

Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

Furacão Lurdes

Passou um furacão cá em casa, mas ao contrário do habitual, está tudo limpo e imaculado. Foi a minha mamã :) Era eu a tentar estudar e ela a tentar que eu a ajudasse, desesperada. Lavou, passou, mudou lençóis, limpou, varreu, foi às compras, aspirou, cozinhou e ainda lhe sobrou tempo para me gritar por eu ter chegado às 6h da manhã a casa, tendo jurado a pés juntos que chegava cedo. Ela gosta é disto. Também, se não tivesse nada para fazer não parava de me chatear o juízo com coisas que não deve; assim sempre esteve distraída. Estudei alguma coisita, menos do que pleaneara, é certo, mas valeu a pena. A saida de ontem também foi muito fixe como já vem sendo hábito de há uns tempos para cá. Fui de pópó pó bairro, dei facilmente com o bar onde o Roger estava com os amigos. Depois apareceu o Álvaro e o Hélio. Combinámos ir ao Lux mas como sempre, acabámos no O2 e foi engraçado, a música estava porreira e divertimo-nos imenso.

Começo a encarar de frente a ida a Londres. Já reservei os bilhetes de avião. Como não os treservei em simultâneo com o Leka, não vamos juntos. Vamos à Air Luxor tratar do assunto um dia destes, a ver o que podem fazer por nós. Estivémos grande parte da tarde a escolher um hotel para ficar, de entre os muitos disponíveis via net. Acabámos por optar por este, por ser dos mais baratos que encontrámos e não é assim tão mau, acho eu. Tem o que nós procuramos, resta saber se a reserva foi aceite.

E post(o) isto, ala que se faz tarde :P

Sexta-feira, Janeiro 09, 2004

Dirigindo-me rumo ao desconhecido

Uma fase nova da minha vida parece eminente. Acontecimentos recentes levam-me a pensar que sim. Algumas pessoas saberão do que falo, outras não. Como é tudo demasiado recente, não irei adiantar grandes pormenores, virão com o tempo. Beware :P

A mamã vem hoje, daí o post surgir mais cedo. Além disso quer ver se estudo e isso provavelmente implica desligar o pc. Ontem não o fiz e o resultado (em termos de estudo) foi desastroso, de maneira que hoje pretendo compensar essa pequena desgraça. Passei uma tarde agradável deambulando pela Baixa Lisboeta em excelente companhia, andei pelo Bairro e percorri a Avenida da Liberdade completa a pé, pela primeira vez na minha vida (sempre o fiz nalgum meio de transporte). Comodismos... Afinal até se faz bem! Aconselho como passeio. :P

Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

There's a time for us to shine

There's a time for us to let go
There's a time for holding on
A time to speak, a time to listen
There's a time for us to go

There's a time for living low down
There's a time for getting high
A time for peace, a time for fire
A time to live, a time to die

A time to scream, a time for silence
A time for truth against the lies
A time for fate, a time for science
There's a time for us to shine

There is a time for mis-believing
There's a time to understand
A time for hurt, a time for healing
A time you run, to make a stand

Oh, this is the time of our lives

Hold on

Paul Van Dyk - Time of our lives

Esta música diz-me muito. Estes contrastes estão sempre presentes na minha vida. Espero que alguns de vocês se identifikem com esta letra. Um grande beijo pros meus amigos, sem eles, eu seria tão mais infeliz! :) SCHUACK!!
Apeteceu-me...

Isto é plágio, mas acho que vale a pena! LOL

COISAS IRRITANTES 1
Entrar num hipermercado, pedir 150 gramas de fiambre e ouvir o empregado perguntar: podem ser 180?.

COISAS IRRITANTES 2
A pergunta mais ouvida nos cinco primeiros minutos de um exame:
Podemos mudar a ordem das perguntas?
No ensino secundário a questão é colocada de uma forma mais arcaica:
Podemos mudar as perguntas?
A resposta aconselhada é: sim, sim, troque as que não sabe por outras que saiba

COISAS IRRITANTES 3
(só para mulheres)
Deixar pingos de mijo no tampo da sanita.
Deixar as meias e as cuecas sujas em cima do cesto da roupa suja, em vez de as meter lá dentro

COISAS IRRITANTES 4
Ouvir gente com responsabilidades usar as expressões:
- A greve está a registar uma boa “aderência”
- Esta tomada de posição tem a haver com…

by WALDORF in Blogue dos Marretas

Insónia

Dormi três horas. Não sei o que se passa comigo. E por incrível que pareça nem me dói a cabeça nem tenho sono, parece até que dormi as 6h que considero mínimas e indispensáveis. Eu não ando bem, com certeza. Comecei a ler o livro que o Leka me ofereceu pelo Natal, Uma Casa no Fim do Mundo de Michael Cunningham. Não sei porquê mas tenho a sensação que vai entrar no meu modesto Top livro...

Quarta-feira, Janeiro 07, 2004

Inércia

Acordei tardíssimo. Odeio a época de exames. Não há aulas e mesmo assim não podemos dizer que estamos de férias (aliás muito pelo contrário). Depois fico com remorsos! "Porque é que acordei tão tarde..." "Daqui a pouco põe-se o Sol..." "Isto não é vida"... Mas também, hoje foi especial. Ontem finalmente consegui acrescentar o sistema de comentários mais um ou dois links aqui ao lado, resultantes das minhas navegações pela Blogosfera, mais a contribuição migo Roger. Há tantos Blogs! Eu não tinha mesmo ideia. Mas o problema é que essa navegação levou-me a deixar dormir eram já quase 5h30 da matina. Hoje também não havia muito que fazer e fui ficando.
Senti-me sozinho mais uma vez. Parecia um idiota a deambular aqui por casa, não sei como é que há pessoas que aguentam morar sozinhas. Eu não moro, mas é como se o fizesse: a minha relação com o meu irmão é deveras conhecida por todos... Vim à net e consegui combinar um café com o Nuno e lá fui eu de pópó prà Baixa. É muito porreiro ele, adorei o bocadinho que passámos no Heróis, falámos de um montão de coisas. Não ficámos mais tempo porque não dava jeito jantar fora novamente, as finanças iam à vida. Há que poupar prá famosa (coff...) viagem a Londres. Aliás um dos nossos assuntos foi mesmo esse, ele já lá esteve e deixou-me com água na boca: há imensos sítios que vão valer a pena visitar. Fiquei especialmente curioso em conhecer o sítio que marca a nossa hora: Greenwich, parece que há uma plaquinha e tudo :) Não fazia ideia que ficava em Londres, mas parece que fica pertíssimo, na margem Sul do Thames. Não consigo é marcar a viagem no site da Air Luxor, parece que lá prá meia noite aquilo funciona melhor. Esperemos que sim. Sinto-me um pouco desconfortável ao pagar a viagem de avião e nem sequer ter sítio onde ficar. Tenho de combinar isso urgentemente com o Leka. :P

Um tá feito, faltam 3

Pois é, correu muito bem, não tava à espera que fosse tão fácil. Desenrasquei-me com algumas invenções à mistura, mas fiz exame pra 17-18. A ver vamos.
Fui jantar com o Duarte, Figas e Rogério, foi muito divertido, demos grande estrilho no restaurante. Depois fomos até casa do Roger e a galhofa continuou.

Há uma cena que me preocupa. Quando me tento deixar dormir e esvazio a minha cabeça de pensamentos há um que teima em ficar. É ele. Já há muito tempo que não pensava nele, mas bastou um sopro para que a situação ficasse de pernas para o ar. Lamentava-me constantemente por não ter ninguém no coração e agora que voltei a ter penso que estava melhor como antes. Ou será que não? Será que uma paixão não correspondida é melhor do que não sentir nada? Ao menos não me sinto seco, como uma planta deixada ao abandono. Mas por outro lado, apaixonei-me por uma pessoa que sei à partida que é areia de mais prá minha camioneta. A sua profundidade, a sua sensibilidade encantam-me como nunca ninguém me encantou, mas o problema é que ele tem o coração preenchido e certamente não sou o único a encantar-me. É este o problema de ser gay. Os únicos homens decentes ou já estão ocupados ou têm a cabeça noutro lado e nunca estão disponíveis para amar. E como eu sinto falta do amor! Isto parece um livro da Margarida Rebelo Pinto, mas quando o nosso coração bate mais forte, apetece dizer estas coisas.Não quer dizer que perca desde já a esperança de um envolvimento, mas sinto-me à partida assustado com a sua inconstância. É um jogo perigoso, porque simultaneamente o que me encanta é precisamente o que poderá deitar tudo a perder. Dizem que um amor se esquece com outro, mas já estou num nível em que é dificil encontrar uma pessoa compatível comigo, no sentido em que, não só ninguém se encanta por mim, como também eu acho cada vez mais difícil encantar-me por uma pessoa. Digo encantar porque, no fim de contas, tudo começa por aí. A simples atracção é boa apenas no momento, mas a longo prazo trás alguns desgostos e não me apetece muito passar por isso de novo. Não me esqueço do meio em que me insiro, em que a maior parte de nós recusa a ideia de um compromisso. Mas em contrapartida recuso-me a acreditar que tal é impossível e penso até que ponto a responsabilidade das coisas não correrem melhor na minha vida sentimental não será minha. O que será que estarei a fazer mal? Quando resolvi parar com as curtes, foi porque me convenci de que aquilo não levava pelo caminho que eu queria percorrer. Mas até agora, ainda não me aconteceu nada! Serei incapaz de ter uma relação? E se sou, porquê? Será que posso mudar isso? Será que ainda não conheci a pessoa certa? É no meio destas divagações que perco horas de sono e isso anda a preocupar-me, especialmente nesta altura complicada de exames. É deprimente, mas ao menos desabafei.

Tou a recordar o meu primeiro cd, lembram-se disto?

Segunda-feira, Janeiro 05, 2004

Aflito

Pois é, o exame é já amanhã e ainda me falta um montão de coisas para estudar. Hoje vai haver noitada, com certeza. Entretanto gostava de felicitar o novo canal da nossa TV, a 2. Tem uma grelha muito fixe, por exemplo: hoje estreia o Sete Palmos de Terra cujo autor é nem mais nem menos o autor o meu filme preferido, Beleza Americana. De resto, continua com o magazine 2010, podemos contar com o regresso da bruxinha Sabrina, assim como um sem número de novas surpresas que a nova televisão nos reservou.
Entretanto, lá vou continuando a estudar, ao som de Moby - 18 (B Sides).


Domingo, Janeiro 04, 2004

Hoje, tudo se queimou...

Sabiam que a maior parte da radiação solar que incide nos oceanos é absorvida nos primeiros metros? Em águas costeiras, à profundidade de 30m já não é posivel detectar radiação, mas em águas mais ao largo, tipo Mar dos Sargaços, a radiação chega a atingir 100m de profundidade, na banda dos azuis. São coisas destes a que me dedico presentemente.
Pus o despertador pras 11h. Fiquei felicíssimo comigo mesmo pois, dado que me tinha deitado as 5h (a estudar), o facto de me ter conseguido levantar 45 minutos depois foi um feito.
Não sei porquê, hoje estou com apetência para deixar queimar coisas. Primeiro foi o arroz. Distraí-me aqui no quarto e quando fui até à cozinha já era tarde demais, ja havia arroz colado ao fundo do tacho. Depois foi o Cordon Blue congelado que pus na fritadeira: passado 5 min já tinha uma crosta queimada. Ao lanche tive a triste ideia de fazer torradas, ficaram um pouco mais douradas do que o habitual. Agora, tou farto de estudar, já tenho os miolos queimados. Que mais faltará acontecer...
Seguindo a sugestão do Leka, vou então sacar o novo dos Lamb, Between Darkness and Wonder. Segundo eles, é o seu melhor trabalho. Nada melhor do que ouvir.

Site oficial

Sábado, Janeiro 03, 2004

Frustrante

Ontem deitei-me eram 4h da manhã a marrar e mesmo assim parece que não avancei nada na materia. Prometi a mim mesmo acordar cedo hoje, mas qd dei por mim eram 3 da tarde e eu na cama. Não podia ser... Pus-me a estudar mas tá claro que pouco avancei, às 19h tinha de estar no Campo Grande para os anos do Aniceto. Podia ter sido mais giro, pareceu-me um pouco forçado, ninguém conhecia ninguém. Valeu a companhia do Rogerio do João.
A frase do dia foi "Plim! Olá era pra te mandar um abraço" - O meu amigo Pedro (Elfo) mandou-me uma sms e já andava desaparecido há imenso tempo! Gostei de ter notícias dele. São estas pequenas surpresas que dão algum sentido à minha vida.

Sexta-feira, Janeiro 02, 2004

oceanografando

Isto hoje já vai em três posts, é já um record. Prometi tentar arranjar uma frase, é só por isso.
Resolvi mudar algumas coisas. Fiz um profile novo no gaydar, tá um poukito mais ousado, não muito, mas tava farto de nao receber mensagens (q futilidade, hehehe). Talvez espicaçando um pouco o ppl, me espicacem o ego, q anda meio em baixo. Se quiseres vê-lo clica aqui. Opiniões aceitam-se.

Depois do jantar no chinês ali ao pé do Califa ko papá e manos mais novos (e mais chatos que nunca...), debrucei-me sobre a Oceanografia. Já aprendi umas coisitas hoje, tenho que estudar a sério pq amanhã há os anos do Aniceto e já sei q é um serão perdido.

Então a frase do dia foi esta pérola que a chinesa do restaurante mandou: "Este invelno está muito flio, pol isso é q o senhol se côs-ti-pô - tlago já a fanta natulal..." - falou plos cotovelos. O meu pai estava generosíssimo e deixou 2€ de gorja. Lá se safou, a gaja :P

Vivendo e aprendendo

Descobri como pôr títulos nos posts, o que é preciso é explorar um pouco. Vou experimentar também por uma imagem, não se admirem se não funcionar. É do filme de ontem (duh...)
.

Ain ain, o raio da constipação não há meio de passar, embora me sinta um bocadinho melhor da constipação. Nada de especial a acrescentar hoje; fui até ao banco depositar uns trocos, fui até à faculdade saber notas e queria ver se começava a estudar. A vontade não é nenhuma. Ainda por cima devo receber a visita do papá hoje para jantar, ainda menos apetite, sabendo que vou fazer uma interrupção.

Ainda recebo críticas acerca da noite de passagem de ano. Uma pessoa passa-se uma vez na vida e é isto. Não faz mal, eu sei que no fundo ninguém ficou ofendido, para a próxima beijo-os a eles LOL!

Ontem vi um filme inesperadamente bom, o O Diário de Bridget Jones. Identifico-me com a protagonista: cada vez que abria a boca, sentia-se uma idiota. Eu às vezes sinto-me assim, acho que não passa de insegurança (o meu pior defeito), segundo dizem. Não costumo gostar de comédias românticas mas com esta confesso que dei umas boas gargalhadas e achei o fim muito bom, estava à espera que ela ficasse com o Hugh Grant, mas afinal ficou co patinho feio. Quem diria?

Hum, começa a ser muito complicado escolher uma frase por dia. Tenho que me deixar disto. Mais logo talvez venha postar uma frase, q agora não me ocorre nada. :S
Post(o) isto, ala que se faz tarde.

Quinta-feira, Janeiro 01, 2004

hApPy NeW yEaR!!!!!

Este foi o grito de guerra da noite de ontem. Foi uma passagem de ano muito louca, talvez a minha melhor passagem de ano! Como sempre, o pessoal resolve reunir-se mas há sempre entraves de última hora. O Rogério tinha ficado de vir mas acabaram-se os bilhetes de autocarro e teve de ficar em Portimão. Senti bastante a falta dele e também do Duarte, mas paciência, fica para a próxima. Os que restavam iriam jantar ao restaurante indiano do Bairro Alto. Eis senão quando, o Figas resolve arranjar uma festa particular em casa de um conhecido cota que pela descrição parecia podre de rico. Já só restavam três (eu Leka e Figas) e portanto disse de mim para comigo "Ya, o que é que tenho a perder, não queria uma passagem de ano diferente?". E assim foi, chegámos pontualmente a S. Sebastião, o Figas nem sabia bem onde morava a pessoa (era, portanto, muito chegado, note-se...), mas lá demos com o apartamento. A casa era ampla e estava já cheia de gente estranha. Ainda assim fomos recebidos entre sorrisos hospitaleiros e lá nos instalámos na sala tentando forçar uma conversa que rapidamente se limitou a nós os três (os assuntos da conversa geral iam desde filmes indianos até um José Castelo Branco que ainda estava atrasado). Abriram-se as garrafas de Tinto e a desgraça começou. Ao fim do terceiro copo o Figas já olhava de atravessado para um Leka que ria bastante alto e fazia a festa. E eu ria, aquilo não podia estar menos de acordo com as regras de etiqueta propostas por essa querida Paula Bobone. Enfim, amei a festa graças ao tintol e à companhia dos meus amigos. Ao se aproximarem as 23h, o anfitrião surge com uma garrafa de champanhe para cada um e fomos de metro até ao Terreiro do Paço, onde assistimos aos fabulosos fogos de artifício que a CML organizou. Aí eu já não respondia por mim, de tão bêbado. Despachámos as garrafas de champanhe em três tempos (que me parecia extraordinariamente doce, parecia sumo). Fomos até ao Bairro alegremente desejando feliz ano novo a todos os que passavam, o Miguel ligou e juntou-se à festa. Ficou muito surpreendido por nos ver naquele estado, mas rapidamente alinhou no espírito. Fomos então até ao Frágil, graças ao nosso anfitrião e aí curtimos o ambiente, bebemos mais uma vodka e vá de dançar. Para finalizar, continuámos em direcção ao Trumps (claro...) onde o Hélio se juntou a nós e lá demos mais um pézinho de dança. Foi muito giro, continuavamos bastante aluados, eu e o Leka trocámos algumas... coff... intimidades... (/me cora - coisas de amigos! :P) e pronto, foi a nossa noite. Rapidamente ficámos cansados e fomos de autocarro para casa do Leka deixando o Figas para trás por causa de um lamentavel equívoco.

Hoje estou rouquíssimo, gritei mesmo imenso. Foi uma noite louca, como não devem haver muitas nas nossas vidas, senão deixam de ser especiais. Foi pena não se ter juntado mais pessoal, mas às vezes quantos mais, maior a confusão. Há males que vêm pra bem, não é o k dizem?

Frase do dia:
"3... 2... 1... 2004!!!!" - Alguém devia ensinar o Luis Represas a contar, o homem deve ter um sério problema de dislexia :P