Sexta-feira, Abril 30, 2004

The Corrs

Os simpáticos "The Corrs" lançaram no passado dia 26 um novo single. Chama-se Summer Sunshine, ouvi-o ainda há pouco e gostei bastante :)



Vê o vídeo aqui(High Bandwidth). Enjoy!

Quinta-feira, Abril 29, 2004

Eu Vou!



Não ao Rock in Rio (devido aos preços exorbitantes), mas ao Olá Love 2 Dance - In the Sky, no Pavilhão Atlântico este sábado. A festa promente com DJ's conhecidos como Deep Dish, Dj Sneak e François Kevorkian, bem como os portugueses Carlos Manaça, Luís Leite, Diego Miranda, Miss Blondie, McGovern e Mark Rizzo: Muita luz, animação, música dançável e a companhia dos meus amigos prometem fazer desta uma noite memorável. Queres ir também? :)

Terça-feira, Abril 27, 2004

C:\format c:

Estou com problemas no computador. Os sintomas consistem em lentidão geral do sistema quando uso o Windows Media Player ou quando tento apagar um malfadado filme que sakei há uns tempos. Houve um erro e o eMule não linkou as partes como deve ser e dá erro sempre que lhe toco. Infelizmente, não tenho partições no meu disco e o que me espera é um format c:, que eu até ando de lado. De modo que, amanhã a seguir ao teste tenho de comprar uma tupperware de 25 cds para fazer um backup geral e pimba nele. Foi a minha primeira grande desilusão com o Windows XP... Já experientei tudo: anti-virus novo, scandisk, tentar apagar o ficheiro das mais variadas formas, mas nada. Enfim. Espero que fique tudo inteiro depois da formatação.

Segunda-feira, Abril 26, 2004

Uma letra bonita

Thousands of hairs
Two eyes only
Its you

Some skin
Billions of genes
Again its you

XX XY
That's why it's you and me

Your blood is red
It's beautiful genetic love

Biological
I don't know why I feel that way with you
Biological
I need your DNA

Your fingerprints
The flesh, her arm, your bones
I'd like to know
Why all these things move me

Let's use ourselves to be as one tonight
Apart of me would like to travel in your veins

Biological
I don't know why I feel that way with you
Biological
I need your DNA

Biological - Air (in Talkie Walkie)

Scissor Sisters

Ando a curtir muito o disco dos Scissor Sisters, tem um estilo diferente do habitual, e eu gosto do que é diferente, para desenjoar. Relembro que dia 27 de Maio estão em Portugal, no Lux. Se não for muito caro, talvez vá. Alguma companhia?

Live

Domingo, Abril 25, 2004

Lá se vão os euros

Hoje fui fazer mais umas comprinhas, mais umas t-shirts para renovar a colecção. Não, desta vez não vou postar fotos :)

[Ouvindo: Hear My Name__Original Mix - Armand Van Helden - Southern Fried Records Vinyl (07:49)]

Sábado, Abril 24, 2004

Luux! I did it again!

Ontem nem sequer me apetecia de morte sair, estava mole e doía-me o corpo. Quase podia jurar que ia adoecer. Felizmente com o passar do serão comecei a sentir-me melhor e resolvi aceitar o convite do Miguel para irmos vaguear um pouco pelo Bairro. Após umas voltas fomos até ao Frágil, onde, entre outros, encontrei uma certa bixa saltitona. Lá estava. rodeado de amigos que eu não conhecia de lado nenhum. Fizémos as apresentações, gostei particularmente de um espanhol que lá estava, muito simpático e afável. Daí a um bocado resolve-se ir para o Lux. Desta vez entrei com bastante mais estilo, sem pagar, pela suposta saída. Isto porque o Miguel e o Gonçalo são habituès e para eles isto é já protocolo.



O ambiente estava, como sempre, descontraído e animado. Havia muito mais gays por lá do que da outra vez, o que resultou numa noite substancialmente diferente. Houve muito mais apalpões só nesta noite do que em três anos de Trump's. Nem sei porque é que este último é que é apelidado de talho, o Lux é bem pior nesse aspecto. Depois aconteceram uma série de coisas engraçadas. A certa altura, um rapaz vem falar com o Leka e pergunta-nos se somos de Portimão. Nós, admirados, confirmámos e ele disse que nos conhecia e levou-nos até à namorada dele, uma colega minha da escola primária, a Paula. Resumimos as nossas vidas em cinco minutos. Estava a fazer-se tarde, e a minha mãe está por cá de fim de semana; de modo que achei que estava na hora de ir andando. Quando me volto para trás para transmitir isso mesmo ao Leka, corei até à raíz dos cabelos porque ele estava aos melos com um gajo. Quando me voltei de novo para a Paula, ela e o namorado trocaram um olhar de entendimento comigo bastante desconfortável. Por mais anos que passem e por mais que me tente convencer que estas coisas não têm importância e que eu sei o que sou e não tenho que me envergonhar disso, acabo por me acanhar sempre nestas situações. Não posso dizer que eles tenham estranhado muito, mas é sempre chato porque há sempre um certo choque inerente. Claro que o Leka é livre de fazer o que entender, respeito muito isso, eu próprio também não sou santo.
Pouco depois desta "situação", sou puxado pelo braço por uma rapariga muito gira que me pergunta: "Olá! Queres conhecer o Dijit?" Eu respondo meio atónito que claro que sim e ela então leva-me até ele. O espanto foi grande quando me deparei com um rapaz alto e bem parecido (tinha imaginado o rapaz bem mais baixo, vestido com calças de skate, sei lá), que me confirma timidamente que era o próprio. Eu estava meio abananado por tudo o que me estava a acontecer: estava cansado (já deviam ser 6h), tinha acabado de recuperar de um enrubescimento violento da face e agora estava finalmente a conhecer inesperadamente um colega blogueiro que há muito queria conhecer. O resultado foi uma conversa sem nexo em que fiquei a saber que a rapariga gira que me tinha puxado pelo braço era a não menos minha conhecida Panasca, que estava também acompanhada pela sua Sapatão-Mor, entre outras; que o Dijit já me tinha visto mas se tinha acanhado de falar comigo (é mesmo tótó - logo eu, uma pessoa tão simples ;) ), e ficou mais ou menos alinhavado uma janta inter-blogueiros. Fiquei muito contente por finalmente os ter conhecido, só tenho pena de ter feito aquela figura de urso, é que não disse mesmo nada de jeito. Ainda por cima tinha que me despachar porque ao desaparecer daquela maneira súbita tinha-me perdido dos outros e estava um bocado preocupado. Foi assim um encontro imediato de 3º grau, que espero que se dê mais vezes, mas com uma conversa um pouco mais eloquente, especialmente da minha parte.
Para finalizar, lá me encontrei com os desaparecidos à saida, onde apanhámos um táxi para casa. O taxista era louco, resmungou a viagem inteira sobre as suas condições de trabalho, já não o podia ouvir. Ainda por cima era chulo, ficou-me com dinheiro a mais na hora do pagamento... :\

Sexta-feira, Abril 23, 2004

Pseudo-código

Hoje sentei-me pela primeira vez para pensar a sério no trabalho de sismologia. Estivémos a delinear as linhas gerais do programa, também chamadas pseudo-código. Ainda não está concluido mas adiantámos bastante. É fácil trabalhar com a Tânia, ela é muito interessada, dá para discutir as ideias mais ou menos ao meu nível (nem ela nem eu somos pros em programação mas temos umas luzes...).
Deu para levar o carro, foi óptimo porque já não conduzia há umas duas semanas. Aproveitei a hora de almoço para ir ter com o Leka, estivémos de conversa. Levou um rumo que não me agrada particularmente porque algumas das minhas suspeitas parecem cada vez mais perto de se tornar realidade. Espero que as coisas se componham a tempo.
Bem vou jantar, que estou com fome. E post(o) isto... até amanhã.

Quinta-feira, Abril 22, 2004

Carpe Diem

Recebi este texto por e-mail, o Leka enviou-mo há pouco. Resume um pouco da minha filosofia de vida actual e por isso resolvi postá-lo. E diz assim:

"Convencemo-nos que a vida será melhor depois...

Depois de acabar os estudos, depois de arranjar trabalho, depois de casarmos, depois de termos um filho, depois de termos outro filho. Então, sentimo-nos frustrados porque os nossos filhos ainda não são suficientemente crescidos e julgamos que seremos mais felizes quando crescerem e deixem de ser crianças, depois desesperamo-nos porque são adolescentes, insuportáveis.

Pensamos: «Seremos mais felizes quando esta fase terminar!»

Então decidimos que a nossa vida estará completa quando o nosso companheiro ou companheira estiver realizado, quando tivermos um carro melhor,quando podermos ir de férias, quando conseguirmos uma promoção, quando nos reformarmos.

A verdade é que NÃO HÁ MELHOR MOMENTO PARA SER FELIZ DO QUE AGORA MESMO!

Se não for agora, então quando? A vida está cheia de depois, de reptos. É melhor admiti-lo e decidir ser feliz agora, de todas as formas. Não há um depois, nem um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho e é AGORA!

Deixa de esperar até que acabes os estudos, até que te apaixones, até que encontres trabalho, até que te cases, até que tenhas filhos, até que eles saiam de casa, até que te divorcies, até que percas esses 10kg, até sexta-feira à noite ou Domingo de manhã, até à Primavera, o Verão, o Outono ou o Inverno, ou até que morras, para decidires então que não há melhor momento que justamente ESTE para seres feliz! A felicidade é um trajecto, não um destino.

*Trabalha como se não precisasses de dinheiro
*ama como se nunca te tivessem magoado e
*dança como se ninguém estivesse a ver! "

Uma história bem contada



Ontem vi este filme. Não percam. Baseado em factos reais.

Terça-feira, Abril 20, 2004

Dia Nublado

O tempo estava fantástico, hoje. O céu estava coberto de nuvens cinzentas escuras de várias formas. A instabilidade deixava de ser mais um conceito das aulas de meteorologia e passava a estar no ar, latente, pronta a rebentar num aguaceiro ou coisas piores. Não aconteceu, mas ainda assim o baile de correntes ascendentes e descendentes continua a fascinar-me e cada vez mais sinto curiosidade em explicar todos os mistérios que a atmosfera esconde. Tornados, ciclones, trovoadas, nuvens, dilúvios, ou até a simples brisa são fenómenos que me impressionam desde sempre e que hei-de explorar até ao limite que a própria Natureza me impuser.


Segunda-feira social

Já ando bem mais bem disposto, a crise desta vez passou mais rápido. Ando completamente absorvido pelas fantásticas fotos de tornados da reportagem da National Geographic que que falei ontem. São lindos, hoje até a levei para a escola.
A tarde foi muito agradável, fui almoçar com o Miko e com o Pedro, que ele me apresentou. Passámos o tempo na galhofa e a falar das nossas vidas. É sempre interessante poder descobrir uma pessoa nova, as suas histórias, os seus sentimentos, os seus gostos. A mim estimula-me particularmente porque me considero uma pessoa curiosa. Além disso faz-me sentir bem, eles são pessoas muito afáveis e simples, que vão valer a pena (continuar) a descobrir.
Ao final da tarde, outra surpresa agradável, falei com o Leka e fui com ele e o Miguel dar uma volta até ao Colombo, pôr a conversa em dia. Lá se fez o balanço (final?) da festa de sábado, com todas as novelas que daí advieram. As principais conclusões a que se chegou são que as coisas já estavam há demasiado tempo no bom caminho. Os laços estavam a re-estabelecer-se e começávamos a agir como um grupo novamente. Esperemos que os últimos acontecimentos não levem a novas rupturas e que o clima de estabilidade dos últimos tempos se mantenha.
Finalmente estive a ajudar o meu irmão na tarefa herculiana de instalar a nossa rede doméstica. Isso implicou instalar uma placa de rede, e até o windows xp no portátil (que ainda tinha o velhinho windows 95!). Não sei como se vai aguentar, pelo menos o básico funciona. Ficou foi o windows antigo ainda lá instalado e os programas foram todos à vida. Eles estão lá, mas instalados no antigo. Uma confusão, que iremos resolvendo com o tempo. Pelo menos já posso estar na net quando me apetecer.

Domingo, Abril 18, 2004

Final das obras?

Como já devem estar a reparar, andei a tarde toda de volta do template do blog e este foi o resultado final. Aceitam-se críticas e sugestões :)

Festarola

Ontem foi a festa de anos do Leka e do maguskrool. Juntaram-se um monte de bixas em casa dele e cá vai disto. Eu é que, inexplicavelmente, me comecei a sentir mal a dado ponto. Não sei, talvez tenha sido uma mistura do cansaço por andar a dormir várias horas a menos por dia. Não foi nada de físico; estavamos na brincadeira - a jogar a uma versão gay do famoso jogo "Quarto Escuro", em que valeu tudo menos arrancar olhos (porque de resto, já havia gente sem t-shirt e tudo), quando de repente me comecei a sentir sufocado, só queria sair dali. Tanto que depois o pessoal se apercebeu e o jogo acabou, para se ir sair. Mas eu não estava praí virado e só me apetecia vir para casa e fechar os olhos para dormir até aguentar. Foi pena, perdi a inauguração (pelo nosso grupo) da nova decoração do T. Fica para a próxima.

Entretanto, a festa foi animada, estavam todos divertidos. Esquecemo-nos foi de preencher e assinar os cartões de parabéns para os aniversariantes, que aliás nem sei onde ficaram. Desaparecido também anda o meu BI, não faço a menor ideia de onde o meti. Deve ser castigo, por gozar com o Leka por ele já ter perdido o dele duas ou três vezes. Por mais organizado que tente ser, não vale a pena, vão haver sempre coisas que não estão onde deviam estar.

Vou por uma imagem nova no topo. Agradeço ao Dyoxine (Roger) pela paciência de a ter feito :)

One of My Dreams



Não percam a espectacular reportagem sobre tornados e storm chasers, na revista National Geographic deste mês.

Quinta-feira, Abril 15, 2004

T-shirt polémica

Hoje vesti uma t-shirt de que gosto particularmente mas que não dá para usar mais vezes porque é fria para o inverso e quente para o Verão. Sempre que a visto metem-se comigo a falar dela! Será por ser laranja? Será por ser dos Coldplay? Será por falar da tour deles e do concerto que eles deram e Portugal (e que eu perdi por estar doente nessa altura - já tinha bilhete e tive de o dar ao meu irmão que me trouxe a dita cuja como presente de consolação)? Será por me estar algo justa? Hoje um amigo até me disse que estava mais gordo! :S Será da T-shirt?

Problemas técnicos - Help?

Tenho andado com alguns problemas em abrir blogs do blogspot. Abre-me uma caixa de diálogo a pedir para fazer o download de um ficheiro com o nome do blog mais um [1]... E depois não consigo aceder. Alguém anda com este problema? Alguém sabe como resolvê-lo?

Quarta-feira, Abril 14, 2004

mais um testito

1: Grab the book nearest to you, turn to page 18, find line 4. Write down what it says:
Viver com o clã familiar, distraía-me do vazio afectivo do nosso casamento. - Os sinais do medo, Ana Zanatti

2: Stretch your left arm out as far as you can. What do you touch first?
Na janela, no tal vidro partido que me queixei há uns tempos (continua por arrnajar...)

3: What is the last thing you watched on TV?
Murphy Brown

4: WITHOUT LOOKING, guess what time it is:
1h25

5: Now look at the clock, what is the actual time?:
1h36

6: With the exception of the computer, what can you hear?:
Alguns carros a passar de vez em quando na rua.

7: When did you last step outside? what were you doing?
Às 19h30 quando regressava a casa da natação.

8: Before you came to this website, what did you look at?
http://blogayesfera.blogspot.com/ :)

9: What are you wearing?
Uma blusa de malha preta, calças de ganga e chinelos de quarto.

10: Did you dream last night?
Não costumo sonhar.

11: When did you last laugh?
Ainda há pouco com uma tirada do Leka acerca de músicas pimba.

12: What is on the walls of the room you are in?
Um poster com fractais, outro com a Terra, um do Harry Potter e outro d'O Senhor dos Anéis.

13: Seen anything weird lately?
Sim, um autocarro da national geographic. As portas tinham dentes de tubarão pintados, de tal modo que, quando se fechavam, dava a ilusão de a pessoa ter sido comida (salvo seja)

14: What do you think of this quiz?
Original

15: What is the last film you saw?
The Count of Monte Cristo.

16: If you became a multi-millionaire overnight, what would you buy first?
Um carro. Peugeot 206 ou 307, não mais.

17: Tell me something about you that I don't know:
Hoje conheci um rapaz muito porreiro.

18: If you could change one thing about the world, regardless of guilt or politics, what would you do?
Fazia a humanidade esquecer-se de que existia religião. É muitas vezes fonte de guerras idiotas.

19: Do you like to dance?
Luv 2 dance.

20: George Bush: is he a power-crazy nutcase or some one who is finally doing something that has needed to be done for years?
O Bush? Não há meio de virem as próximas eleições dos EUA para o gajo sair...

21: Imagine your first child is a girl, what do you call her?
Sofia.

21: Imagine your first child is a boy, what do you call him?
Luis.

22: Would you ever consider living abroad?
Ya, adorava.

in A world in ashes

Terça-feira, Abril 13, 2004

Perpectivas gay da realidade II

Há uns tempos mandei uma posta acerca do blog Renas e Veados em que falava da minha indignação sobre o facto dos autores terem escolhido como mote a frase "Perspectiva gay da realidade". Pois bem, o mesmo revelou-se um pouco mais polémico do que eu à partida intencionava (sinceramente, pensei que ninguem lhe ia dar importância, por se tratar de mais um desabafo).
Há algumas coisas que gostava de dizer ainda acerca deste assunto para esclarecer algumas dúvidas de vez. Em primeiro lugar, o mesmo título foi alterado, devido à adesão de mais um blogueiro, tornando impossível a confirmação (por mim) da veracidade das minhas afirmações. Sim, é que já era tarde e posso ter visto mal. O que é certo é que o novo título é "Perspectivas Gay da Realidade" e, segundo foi dito pelo próprio Boss, co-autor do dito blog, o título anterior seria "Uma perspectiva gay da realidade". Assim soa-me MUITO melhor, e assim sendo, vejo-me obrigado a retirar algumas das minhas críticas. O que me chateou em concreto foi o carácter deterministico da expressão: parecia que existia uma e só uma maneira de qualquer gay encarar o que o rodeia. Mas cada pessoa, gay ou hetero, reage de maneira diferente quando é posta perante uma determinada situação, logo, terá uma perspectiva sua dessa situação. É portanto mais lógico o novo título, pois subentente a existência das várias perspectivas a que me refiro.
Em segundo lugar, queria dizer que aceito a grande maioria das críticas que me foram feitas. Por exemplo, a utilização da expressão comunidade gay, não foi particularmente feliz nem coerente com o resto do texto. Faz lembrar uma aldeiazinha onde se juntam todos o homossexuais para aí viverem em paz e harmonia. Obviamente que não era essa a ideia que quis transmitir, sendo a expressão proposta para correcção (e mais correcta) população gay.
Uma outra coisa que queria deixar mais claro é o facto de eu afirmar que ser gay é apenas um detalhe da vida de uma pessoa: sinceramente é o que eu e alguns amigos mais próximos com quem falei, achamos (um deles, mais activista - o Leka - obviamente discordou). No meu entender há toda uma vida para além do facto de se ser gay. Há os estudos, os amigos, colegas, a família, os gostos, os hobbies (claro que se quisermos falar de apenas um destes aspectos num blog, somos obviamente livres de o fazer). E depois há o facto de gostar de homens (perdoem-me as autoras do Panascas :) ); claro que o estilo de vida será necessariamente alterado, mas só até onde nós deixarmos. Se quisermos contar a toda a gente, contamos. Se quisermos ficar no armário, ficamos. Se quisermos ter orgulho, temos. Se preferirmos aceitar o facto com alguma indiferença, no sentido em que nos contentamos com o que temos, também podemos fazê-lo (eu em particular, faço-o).Talvez nunca tenha tido uma relação que me satisfizesse ao ponto de ter orgulho. No entanto, aceito que hajam pessoas que tenham muito orgulho e que adorem exibir bandeirinhas, arco-íris, links e coisas que tais, tanto nos blogs que produzem como em outras situações. Que querem, é a minha perpectiva gay da realidade. Como diria a Rute Remédios, "cada um tem a sua e quem quiser dá-la, dá-la"!
Quero ainda agradecer aos autores das críticas (Miguel Santos, Panascas e o próprio Boss ao qual quero agradecer em particular pela seriedade com que tratou o assunto no seu blog - já li críticas bem mais ferozes vindas dele!). Ah e tira-me lá do "Lêem-nos com nariz torcido", que eu até gosto bastante do vosso blog. Um abraço e espero ter desfeito de vez algumas dúvidas.

The Count of Monte Cristo



Ora aí está um excelente filme que tinha aqui perdido por entre a minha já extensa colecção e que nunca pensei que fosse tão bom. Conta a história de um marinheiro que é acusado de traição (por suposta espionagem) e vai parar à prisão de Chateau d'If, onde conhece um padre que lhe dá uma série de ensinamentos e o ajuda a escapar, passados 13 anos. Sedento de vingança, o marinheiro utiliza a informação prestada pelo padre para recuperar um tesouro escondido na ilha de Monte Cristo. Adopta o título de Conde e, agora possuidor de uma enorme fortuna, vai concretizar a vingança contra os responsáveis pela sua prisão, nomeadamente o seu melhor amigo e companheiro de aventuras da altura.

Para além da fantástica história e interpretações de actores como James Caviezel (A Paixão de Cristo), Guy Pearce (Memento) e Richard Harris (o Dumbledore de Harry Potter e a Pedra Filosofal), saliento também a impressionante qualidade da fotografia. Um filme que saltou directamente para o meu top de preferências! Não percam.

Segunda-feira, Abril 12, 2004

Páscoa em família

Mais um fim de semana prolongado passado por terras do Sul. Soube bem a paragem, mesmo para mim que costumo detestar estar parado sem nada que fazer. Fui ao cinema mais o Leka na quarta-feira. Estávamos bastante atrasados e a motinha dele (aka L3kamoto) resolveu não pegar (infelizmente não pegava de empurrão, como o dono). Foi um stress, já tínhamos inclusivé decidido ir a pé, porque em Portimão podemos dar-nos a esse "luxo". Mas lá pegou e até chegámos a tempo de ir ver o Lost in Translation, da Sofia Coppola

Lost in Translation

Desiludiu-me um pouco porque estava à espera de um filme mais surpreendente: afinal de contas ganhou um monte de prémios. Apesar disso estava bonito, uma história bem contada, um toque de humor, enfim, se não tiverem muito que fazer, não percam.
Na quinta lá fui sair com o meu mano (a Huga Maria) e mais uns amigos. Fomos até Albufeira, para matar saudades desse grande ícone da noite algarvia: o Dreams. Chegámos já a meio do show, sempre deu pra gozar um pouco com as personagens que por lá deambulavam.

O resto do fim de semana foi até um pouco deprimente. Uma visita ao pai na sexta-feira, com as conversas do costume, que já cheiram mal. Uma ida para a terreola dos avós no outro lado do Algarve, onde nem sequer televisão tinha, porque se tinha avariado. Valeu o novo briquedo da família, um cachorrinho Labrador, o Spark, que o meu primo Luis fez questão de exibir. Fartei-me de brincar com o bicho, é mesmo querido. Um dia destes compro um daqueles para mim.
E pronto, cá estamos de volta à labuta. Hoje estava pouquíssima gente nas aulas, não devia ter vindo... :(

Quarta-feira, Abril 07, 2004

Lógica

Hoje passei o dia mais sozinho, mas nem por isso foi menos bom. Já consegui pôr um compiladorzinho a correr como deve ser, agora ando numa de revisão da matéria dada: ando a fazer os programinhas exemplo que fazíamos nas aulas de programação. Dá-me alguma satisfação fazer isto porque tudo tem a ver com lógica, e eu gosto de coisas com lógica. Se calhar podia ter enveredado pelos computadores. Agora penso que seja muito tarde, mas acho que me vou dedicar a eles como hobbie. Aliás, se não perceber de programação, estou feito ao bife, actualmente tudo o que se faz em investigação na minha área mete um bocadinho de programação.

Amanhã vou para Portimão. Tinha esperança de apanhar um solzito, mas parece que estão a prever que as temperaturas vão baixar nos próximos dias. Vou ter de arranjar programas alternativos para as férias, mas sinceramente não estou a ver nada. Talvez leve o portátil para me entreter com o C uns bocados. Se tiver paciência.

Em principio só posto lá pra segunda, agora. Boa Páscoa, pessoal!

Terça-feira, Abril 06, 2004

Ora aí está

Eu no parque das nações

Daquelas que ninguém se lembra

Já experimentaram procurar por "estúpido" no google.pt? Então experimentem e vejam o que acontece :)

Um dia de Sol... e caramelo

As férias estão a saber que nem ginjas, especialmente por causa do calor fantástico que se faz sentir. Nem sei porque ando (um bocadinho) preocupado em arranjar um compilador decente de C, acho que devia tirar férias por completo. Também, não sei que raio de ideia foi a minha de me livrar das coisas de Introdução aos Computadores mal acabei a cadeira. De alguma coisa aquilo havia de servir e a prova é que chego ao terceiro ano e o profe de sismologia pede para fazer um programa em C que calcule a trajectória de um raio sísmico no interior da Terra. Ponto. Desenraquem-se. Fui eu alegremente à pasta onde costumo guardar as coisas da faculdade (trabalhos, etc) e deparo-me com um vazio em programação. Ou seja, tenho de começar do zero.

Estava eu a gozar o meu dia livre, quando resolvi almoçar no MacDonald's e comer um belo Sundae de caramelo como sobremesa. Ia a pensar na morte da bezerra com o tabuleiro nas mãos e de repente PAFF, caiu-me o gelado para cima da t-shirt. E pensei, mas porque é que a minha azelhice não tira férias também? Lá fui concluir o almoço e limpar a t-shirt, irremediavelmente suja, para a casa de banho. Mas depois lembrei-me de ir comprar uma nova, já que estava no Colombo. E é tão gira :) Depois posto uma foto.

Acabei a tarde no Parque das Nações, naquele relvado às ondas, com o Miguel e o Duarte, a comer um belo gelado (de caramelo...). Estava um dia fabuloso, estava imensa gente por lá. Havia até uma menina dos seus oito anos a escalar os montes alegremente. O que é que me fez lembrar? A bela da Heidi. Tal e qual. Cantava, rebolava gritava. Fartámo-nos de rir, a cortar na casaca dos miudos. É isto que eu gosto naqueles dois. É a capacidade de achar piada às mesmas coisas que eu. É tão bom estar rodeado de pessoas com as quais nos sentimos bem :)

Sábado, Abril 03, 2004

Lux - at last

Nunca mais, dizia eu há uns tempos. Não sei se seria assim... Ontem combinei sair com dois colegas da faculdade, a Sara e o Ema, mais a namorada dele. Fomos até ao Bairro Alto porque tínhamos decidido queimar (de vez) alguns neurónios ingerindo uma quantidade apreciável de álcool. Estava com pica para sair e tinha um feeling que a noite ia correr bem. Andámos pelo Bairro percorrendo vários bares. Até ao já meu conhecido Purexx fomos parar (a Sara também gosta), onde, ao som de Thievery Corporation, fomos ingerindo uns absoluts para animar. Depois fomos experimentar uma nova variedade de shot: gelatina de vodka e absinto. Original, no mínimo. Acabámos a sessão no Tacão Grande, onde a Rita, uma bar girl simpatiquíssima, nos arranjou uns shots bue fixes, tirou fotos, enfim, alinhou na brincadeira. Pegámos em nós e fomos tentar o Lux. Eu ia um pouco apreensivo, mas a Sara garantiu-me que com ela, entrava de certeza e realmente foi o que aconteceu. Bem, tínhamos tudo para resultasse finalmente: um grupo misto, pequeno e era sexta-feira. E... é lindo. Ainda por cima eu estava completamente alcoolicamente bem disposto e estive a noite toda numa espécie de êxtase, num misto de excitação por finalmente estar naquele espaço fantástico, com música fabulosa (e nem sequer era comercial) com a sensação boa de ter o meu corpo possuído por uma força estranha, que resultava do álcool claro.
Foi uma das melhores noites da minha vida!

Sexta-feira, Abril 02, 2004

Perspectiva gay da realidade?!

Estava eu nas minhas navegações pela blogosfera quando vou parar a um blog que, na minha opinião, um pouco presunçosamente, apregoa que o seu blog divulga a chamada perspectiva gay da realidade. Certamente que o leitor que, como eu, tem o hábito de navegar por entre os blinks sugeridos nos vários blogs irá reconhecer o site a que me refiro. O que me provocou uma certa indignação é uma dúvida muito simples: porque julga(m) o(s) autor(es) que a sua própia opinião é representativa de toda a comunidade gay? Eu por exemplo discordo de várias coisas que lá são afirmadas... Não se pense que é um caso único! Vários blogs afirmam ser blog gays, apresentando bandeirinhas, arco-íris, links e coisas que tais. Não tenho nada contra isto, mas será que uma pessoa se define completamente como sendo gay, por muito orgulho que tenha nisso? Eu sinceramente acho que não; e muito menos tenho a presunção de achar que as minhas opiniões são forçosamente iguais às de outro homossexual. Como diria um matemático, é uma condição necessária para definir uma pessoa com esta orientação sexual mas não suficiente porque além de gay, a pessoa é alta, magra, inteligente, simpática, introvertida, gosta de determinado tipo de música, de determinado desporto, sei lá, um sem número de características que diferem de indivíduo para indivíduo.
Por outro lado, o facto de algumas pessoas terem interesses comuns leva-as ao associativismo. Confesso que já senti alguma curiosidade em conhecer associações do tipo ex-aequo ou Opus Gay. Penso que o tipo de pessoas que ia encontrar seria um pouco diferente: são pessoas que sabem o que querem da vida e que definiram objectivos para si próprios. Ou não. Não estarei a cair no mesmo erro que próprio estou a apontar a outros, a generalização? Uma pessoa quando não conhece a totalidade dos elementos de uma determinada comunidade, tende a agarrar-se à ideia mais ou menos generalizada que o universo tem dessa comunidade, também chamados de estereótipo. Por exemplo, costuma dizer-se que os Espanhóis são orgulhosos, os pretos roubam, os gays são afeminados... Mas nem todos os espanhóis são orgulhosos, já fui assaltado duas vezes e a maioria dos criminosos envolvidos eram de raça branca e há gays que passam despercebidos. Por isso meus amigos... ser gay é apenas um detalhe da vida de uma pessoa. Não vale a pena fazer disso uma causa de vida; isso era no tempo em que essas coisas eram proibidas e a necessidade de afirmação se impunha. Hoje em dia, estas coisas são mais ou menos aceites e temos de saber conciliar as várias facetas da nossa vida de uma forma harmoniosa.

Fiquem bem

P.S.-Ainda não recebi feed-back em relação às novas secções do blog (excepto do maguskrool), mas espero que gostem! Tou a tratar de uma imagem nova para por no topo, mas como já referi, demora o seu tempo...

Quinta-feira, Abril 01, 2004

Encontro de titãs

O que eu gostava de ter estado aqui...


(Paul Van Dyk e Roger Sanchez - Gatecrasher Summer Soundsystem)