Quarta-feira, Junho 30, 2004

História de um exame

9h00, FCUL (hora marcada para o inicio do exame)

Eu e a Sandra discutíamos os últimos pormenores antes do exame.

9h15, FCUL

Atraso preocupante do professor.

9h30, FCUL

Chega finalmente o professor.
Eu: "Professor, não se esqueceu do nosso exame, pois não?"
Ele: "Epá, esqueci-me completamente, não era prá semana?"
Eu: ... e agora?
Ele: Agora... não tenho nenhum exame! Querem fazer amanhã?
Nós: ...

Terça-feira, Junho 29, 2004

Viva o GMail

Seguindo o exemplo do staring elf e do monastero, fiz uso do convite que os senhores do google fazem aos utlizadores do blogger / blogspot para experimentarem o novo serviço GMail.

GMail


São 1000MB de espaço na caixa de e-mail, para encher de tudo quanto for porcaria :D. Faz lembrar a caixa meu telemóvel, um 6210 que aguenta com cerca de 150 sms's. Sugiro que se apressem a tentar arranjar uma caixa de e-mail, já foi dificil arranjar um username. Fiquei-me pelo habitual joaopam. Em breve, quando todas as potencialidades do serviço forem testadas, nomeadamente compatibilidade com o MSN messenger, podem esquecer o Hotmail, que está quase sempre cheio. Se bem que está previsto um aumento do espaço para 250 MB também nessa caixa. Nunca fiando...

Domingo, Junho 27, 2004

Velocidade geostrófica



A imagem diz respeito a uma secção ou corte do Oceano Atlântico ao largo da costa de Portimão. Esta zona é bastante interessante em Oceanografia porque, devido à existência do canhão de Portimão (uma zona com profundidades mais elevadas do que as redondezas), há geração de vorticidade (pela equação da conservação da vorticidade potencial de Ertel). Na imagem pode verificar-se isso mesmo: a água Mediterânica, que se escoa a profundidades entre os 800 e os 1200 m, forma vórtices nesta zona que se irão deslocar por todo o Atlântico Norte, conservando a rotação durante meses. As zonas azuis correspondem a velocidades "para cá" e as laranjas "para lá", sendo portanto evidente rotação em torno das linhas verticais de velocidade = 0.

Sábado, Junho 26, 2004

Pressão

Já lá vai quase uma semana desde escrevi o último post. Tenho vivido sob pressão constante, resultado da época difícil em termos académicos. A maior parte dessa pressão resulta directamente da universidade: como já tenho falado, tenho andado atarefadíssimo com os trabalhos: consistem na construção de rotinas de cálculo para algumas grandezas relevantes na minha área (geofísica). O problema é que não sou um expert em programação, tenho apenas umas luzes. Mas pronto, acho que finalmente os terminei, os resultados estão minimamente satisfatórios, só falta compor os documentos e entregar. O pior é que ainda tenho um exame na próxima quarta, gostava de tirar uma boa nota mas a matéria é muito difícil e não tenho tido o tempo necessário para estudar.
Além das pressões académicas, tenho a vida social a reclamar a minha presença. Parece algo presunçoso, eu sei, mas a verdade é que não tenho estado com os meus amigos, salvo algumas excepções, como ir assistir aos jogos do Euro para o Parque das Nações e uma ida ao Ikea com o Roger e o Pedro. Esses ainda são os únicos que me põem a vista em cima com mais regularidade. Ultimamente tenho-me identificado bastante com a maneira de ver a vida deles, descomplicada e bem-disposta. Além disso, aceitam quando digo que não posso sair por causa do estudo ou outro motivo qualquer e não ficam chateados com isso. Lógico, se também o Roger por exemplo tem a sua vida académica, como me pode cobrar a presença?
Uma das pessoas que me cobrou e me chateou particularmente, foi o meu próprio namorado. A nossa relação já é complicada por ser vivida um pouco à distância, nem sempre podemos estar juntos. E nesta altura, as dificuldades acrescem enormemente e chateia-me que ele não veja isso. Claro que há maneiras de minimizar essa distância. Basta um toque no telemóvel para aliviar um pouco a saudade, mas eu, admito, nem isso dava, de tão absorvido que estava nos trabalhos.
Com a chegada do Verão, espero poder desanuviar um pouco a cabeça de tudo isto, repensar o rumo da minha vida, tentar tomar decisões, criar projectos, repartir melhor o tempo e dedicá-lo mais a quem realmente o merece. Por agora só quero férias!

Terça-feira, Junho 22, 2004

Paragem estratégica

Resolvi parar durante o fim de semana porque já não andava a suportar o stress dos últimos tempos. Obriguei-me a ir a Portimão, apanhar um bocado de Sol, ver a família, participar numa festa de anos surpresa que se organizou para uma prima, relaxar, fazer coisas normais. Resolvi também desapertar os cordões à bolsa e fazer a viagem de comboio, porque prefiro e porque tive a oportunidade de, na volta, experimentar o novo serviço da CP: o Alfa Pendular Faro-Lisboa.

Alfa Pendular


E vou já avisando que daqui para a frente não quero outra coisa, qual autocarro qual quê. Tem dois senãos:
- Só existe uma ida e uma volta por dia, Lisboa-Faro feita por volta das 18h e Faro-Lisboa com partida pelas... 6h30... :S
- É ligeiramente mais caro (a viagem para Portimão fica por €16,70, ainda assim apenas mais um euro e picos do que o autocarro)

Mesmo assim, a sensação de poder fazer curvas em alta velocidade sem as sentir é algo de insuperável. Atinge diversas vezes a velocidade máxima (222 km/h), nomeadamente na zona da Funcheira e a seguir a Alcácer do Sal. Não se sente um solavanco, não se ouve um ruido, e a planície a deslizar pela janela transmitem a sensação de que estamos a planar a alguns centímetros do chão. Vale mesmo a pena, parabéns à CP; agora só falta disponibilizarem o serviço mais vezes por dia (com o respectivo pedido de desculpas pela inconveniência aos habitantes da margem Sul de Lisboa :D )

Um outro assunto que domina o meu dia-a-dia é, como não podia deixar de ser, o Euro 2004
logo

Tenho vivido bastante intensamente o campeonato, deixando-me contagiar pela onda de entusiamo que envolveu toda a gente. Ontem deixei-me ficar por Portimão e fui assistir, juntamente com umas boas centenas de portimonenses, o jogo Portugal-Espanha, que contrariamente à opinião de muitos cépticos, acabámos por vencer. Sofri até ao último minuto e quando acabou eu estava uma pilha de nervos. Felizmente o Nuno Gomes mostrou quem manda e encheu de esperança muitos Portugueses que se mostravam desiludidos com a prestação da Selecção neste Euro.
Fui festejar para a Praia da Rocha, onde uma claque imensa entova o Hino Nacional e o Bámus lá cámbadah, todus à mólhádah (...) do mítico Zé Estiebes. Adeptos ingleses ripostavam com os seus próprios canticos e as suas canecas cheias, na ânsia de mostrarem a sua superioridade. Curiosamente, Quinta-feira podemos então assistir ao tira-teimas na Luz (mesmo aqui ao lado - MEDO! ESTAREI SEGURO?!), mas estou confiante num resultado positivo da nossa parte. E tu?

Segunda-feira, Junho 14, 2004

Ondas internas na atmosfera

Sabiam que também há ondas internas na atmosfera? Ondas internas são ondas que se propagam numa interface que separa dois meios de densidades diferentes. Essas ondas são muito comuns no Oceano porque há uma profundidade onde a densidade varia muito bruscamente, sendo propícia à propagação dessas ondas. Na atmosfera essa interface também existe em condições muito especiais. Vejam só estes fantásticos exemplos da chamada "The morning Glory", no golfo de Carpenteria (Norte da Austrália).

morning glory 2

morning glory 1


Vejam mais fotos e mais informação aqui.

Domingo, Junho 13, 2004

Santos Populares

manjerico

Ontem foi dia de festarola. Estava uma noite quente, bem a condizer com os festejos que decorriam nos bairros tradicionais lisboetas. A festa começou no Castelo, onde jantei com o Rogério e o Pedro, em ambiente bairrista e entre foliões que já levavam uns copos a mais. Pagámos uma fortuna por um normalíssimo jantar de carne na brasa acompanhada de sangria. Ficámos muito surpreendidos mas não nos deixámos abater. Estavamos ali para festejar e tinha sido apenas um contra-tempo. Descemos até ao Chiado, onde nos encontrámos com o Hélio e o Álvaro, que mais pareciam equipados para uma saída no Lux do que para uma festa popular. Estavamos com vontade de ir ouvir as peixeiras gritar pela sua marcha na Avenida e quem sabe alinhar na festa, mas os rapazitos só quiseram ficar no Heróis, como se nunca mais pudessem lá voltar. Pois bem, pegámos em nós e fomos para a Avenida e eles juntar-se-iam a nós depois. E assim foi.

Imensa gente cobria a avenida, Hooligans enchiam o Rossio com as suas gargalhadas e copos de cerveja, as marchas coloridas desfilavam avenida abaixo, na esperança de conquistar um lugar no podium de classificação. Até vi dois colegas a marcharem pelo Lumiar, o que constituiu uma grande surpresa. Pouco depois juntaram-se a nós os Heróis, mais o Leka, que pouco ou nada disse. Estavamos num bom lugar, com boa vista e não apetecia arredar pé. Claro que os meninos começaram a dizer que ali não se estava bem e que queriam ir para outro sítio. Dissémos que se estava ali bem e que já nos juntaríamos a eles. Foi a última vez que os vimos nessa noite; se calhar voltaram para o Heróis. Eu gosto do Heróis mas numa noite quente em que toda a gente andava no meio da rua, não obrigado.

Não sei a que se deve este afastamento súbito. A verdade é que eu já previa que isto pudesse acontecer. Da minha parte sei que não tenho tempo para dedicar aos amigos nesta altura complicada (é sempre assim em altura de exames), mas parece ser a primeira vez que eles não compreendem isso. Ontem podíamos ter-nos divertido todos juntos mas infelizmente não deu. Quem mais me surpreende é o Leka, que de um momento para o outro deixa de falar. Começo a ficar farto e sem vontade de apostar na nossa antiga amizade. Já conto demasiadas rupturas e penso que só podem querer dizer que a nossa amizade não vai voltar a ser o que era. O último sinal flagrante foi no passado sábado, em que resolvi convidá-lo para jantar e recebi como resposta um "Estou no Rock in Rio" seco, sem um "Queres cá vir ter", nada. Isto comigo não funciona. Eu não iria a um evento desses sem o convidar, porque é que ele insiste em fazer isso? Quer ser independente? Pois seja, não me intrometo mais na vida dele. Estou farto de ser espezinhado. Não mereço e estou cansado.

Custou a engolir mas continuámos, desta vez avenida abaixo. Rumámos até Alfama, passado pela Rua Augusta onde os adeptos ingleses faziam declarações e serenatas às inglesas que estavam nas varandas dos Hotéis. A festa em Alfama estava muito bonita, com o típico bailarico e as ruas intransitáveis, de tão cheias. Resolvemos acabar na Bica, para nao quebrar a tradição dos últimos anos. Estava muito diferente. A moda da música mais moderna pegou e desta vez nem bailarico havia (havia, mas cá em baixo, no Cais do Sodré); em vez disso DJ's punham música que retirava completamente o espírito de festarola popular que se queria. Exaustos, resolvemos dar a festa por terminada. Fiquei triste por me ter dado conta da ruptura, mas tenho confiança que as coisas ficarão melhores quando eu puder dedicar algum tempo a resolver os problemas. Por enquanto, vou estudar para o exame de amanhã.

Wish me luck :)

Desaparecimento de Post

Erm... desapareceu o post sobre o Euro e sobrepôs-se o dos Santos Populares. Desculpa pelo prego...

Sexta-feira, Junho 11, 2004

Vivam as bandeirinhas =)

*Post sobre o Euro devia estar aqui*

Quinta-feira, Junho 10, 2004

Será que é desta que vou ao Sudoeste?

Com a ida dos Air no dia 8 de Agosto, é uma coisa a considerar, não acham?

Quarta-feira, Junho 09, 2004

Priminha

A minha relação com a minha priminha vai de vento em popa. Desde que eu e o Roger decidimos desbocar-nos com ela acerca das nossas "tendências" que a minha relação com ela se alterou completamente. É bom falar com ela sobre as coisas abertamente, sem ter medo de julgamentos ou gozações. Eu falo dos meus problemas, ela fala dos dela, estamos a ficar amigos íntimos como fomos em tempos muito remotos, na nossa infância. Ainda me lembro das tardes inteiras em casa dela, brincávamos sempre às mesmas coisas, víamos sempre os mesmos filmes da Disney, ficava sempre pra jantar com ela (apesar de acalorados protestos pela parte da minha mãe), a brincadeira prolongava-se noite adentro e só regressava a casa quando o pessoal se queria ir deitar. Mas ela era assim, eu dizia que tinha que me ir embora e ela pedia pra ficar mais um bocadinho e eu não era capaz de dizer que não.
Depois veio o afastamento. Tínhamos amigos diferentes, interesses diferentes, eu deixei de poder contar-lhe a minha vida toda e ela deixou de me contar a dela também. É a adolescência. Estávamos fartos um do outro e queríamos experimentar coisas novas. E foi cada um para seu lado, apesar de ela morar mesmo à minha frente. Arranjou um namorado e eu não em sentia bem em ir sempre lá a casa como dantes.
Depois veio estudar também para Lisboa, foi morar com o meu irmão e a minha prima Sofia. Infelizmente, para mais longe do que eu gostaria, daí não se ter proporcionado a re-aproximação. Este ano, as coisas deram uma reviravolta. Comecei a dar-lhe explicações depois de termos combinado um jantar com o Roger e o Leka. Saímos nessa noite e ela até levantou a voz dizendo Só não curto os gays que não se assumem!, pois o assunto foi parar por essas bandas. Foi aí que se fez plim nas nossas cabeças e resolvemos que lhe havíamos de contar. O tempo foi passando, eu ia-a vendo regularmente por causa das explicações, mas não se falava de assuntos mais pessoais.
Atá ao belo dia em que ela e o Roger foram jantar a casa de uma amiga comum e combinámos ir tomar café depois. Perguntei ao Roger "onde?", embora já soubesse a resposta: Heróis. Só depois me apercebi que era agora ou nunca, tínhamos de lhe contar para ela não estranhar o ambiente. E assim foi, o Roger contou-lhe a parte dele, mas de mim negou tudo. Quando nos juntámos ela disse-me "Já sei de tudo" e a parti do principio que o Roger lhe tinha contado de todos. Mas não e ela percebeu logo que era tudo areia do mesmo saco.
Desde aí temos curtido à brava, fiz das viagens mais rápidas de Portimão para Lisboa, sempre na galhofa com ela; trocámos segredos, piadas, ambições, medos. Coisas que dantes eu restrigia imenso e que agora vim a descobrir, que com ela, posso falar e esperar ser compreendido, ou pelo menos, respeitado, visto que ela tomou contacto com esta realidade há pouco tempo. Apoia-me imenso quando lhe faço alguma pergunta do género "Achas que faça" ou "achas que diga" e isso só faz dela uma grande Amiga que não posso dar-me ao luxo de perder. Confiamos tanto um no outro que ela deixou o carro dela comigo durante o fim de semana prolongado. Carros e mulheres não se emprestam, gritou a minha mãe ao telefone quando soube... =)

Terça-feira, Junho 08, 2004

A nova série está quase aí!


Main Poster


A nova série de episódios de Six Feet Under está a rebentar nos EUA. Por cá, ainda não sei quando irá estrear, fiquemos à espera que a 2: anuncie qualquer coisa. Até lá, espreitem um bocadinho do primeiro episódio nesta página.

Fim de semana ribatejano

O fim de semana foi bom, estive bastante tempo com o meu namorado, que tem sido difícil nos últimos tempos. Primeiro fui até ali ao Ribatejo, até ao jantar de finalistas (não digo baile porque ninguém dançou...). É tão bonito, o Ribatejo! Se não conhecem, deviam percorrer aquelas estradas sempre rectas, com lezíria verde até perder de vista. As vacas pastam sonolentas em prados verdinhos, acabados de regar por estruturas metálicas enormes (as quais não sei o nome). E o Tejo sempre ali ao lado, bem mais estreitinho do que como a maioria de nós certamente o conhece.

No dia seguinte acompanhou-se uns bocados do Rock in Rio cá por casa, mais o Roger e o Pedro. Fizémos um jantarito hipocalórico, como convém, mas muito saboroso. E depois foi galhofa até altas horas, a cortar na casaca de quem deitou 50€ à rua para ver o "óptimo" """concerto""" da Britney. Até as pitas da dança Jazz de Portimão fazem melhor, visto que nem têm que cantar.

Sexta-feira, Junho 04, 2004

Relembrar

O dia de ontem foi feito de lembranças. Começou com um teste de meteorologia que correu bem. Já não me lembrava que tal coisa fosse possível, mas por acaso até saí satisfeito. Não será para o 20 mas pelo menos subo o 10, isso de certeza. Depois relembrei o que é esperar 1h30 para entregar o processo de candidatura para a bolsa dos SASUL. Lembrei de seguida o percurso para o Parque das Nações via metro, que já não fazia há imenso tempo. E depois relembrei o prazer de estar contigo, a tua calma, a paz que transmites, o teu humor, o teu sorriso...
Finalmente relembrei o que é estar com o Roger e o Figas (e também o Pedro) sentados numa mesa do Espanhol a conversar. É sempre agradável, a conversa, as piadas (em que o Pedro é mestre), a voltinha pelo bairro...
Foi um dia muito bom, não foi perfeito porque a constipação não me deixa em paz. Devia haver uma vacina anti-constipação :\

Terça-feira, Junho 01, 2004

Equação de ómega <=> secura de posts

Equação de Ómega

Pois é, cá ando embrenhado na Teoria Quase-Geostrófica, que engloba uma série de equações, das quais deixo aqui um exemplo. É a equação de ómega, que permite estimar a velocidade vertical do vento (ómega), conhecendo o campo do geopotencial (fi). Como já devem ter reparado, é meio complicadota, por isso, vou ali já venho, é que o teste é amanhã de manhã...