Resolvi parar durante o fim de semana porque já não andava a suportar o stress dos últimos tempos. Obriguei-me a ir a Portimão, apanhar um bocado de Sol, ver a família, participar numa festa de anos surpresa que se organizou para uma prima, relaxar, fazer coisas normais. Resolvi também desapertar os cordões à bolsa e fazer a viagem de comboio, porque prefiro e porque tive a oportunidade de, na volta, experimentar o novo serviço da CP: o Alfa Pendular Faro-Lisboa.
E vou já avisando que daqui para a frente não quero outra coisa, qual autocarro qual quê. Tem dois senãos:
- Só existe uma ida e uma volta por dia, Lisboa-Faro feita por volta das 18h e Faro-Lisboa com partida pelas... 6h30... :S
- É ligeiramente mais caro (a viagem para Portimão fica por €16,70, ainda assim apenas mais um euro e picos do que o autocarro)
Mesmo assim, a sensação de poder fazer curvas em alta velocidade sem as sentir é algo de insuperável. Atinge diversas vezes a velocidade máxima (222 km/h), nomeadamente na zona da Funcheira e a seguir a Alcácer do Sal. Não se sente um solavanco, não se ouve um ruido, e a planície a deslizar pela janela transmitem a sensação de que estamos a planar a alguns centímetros do chão. Vale mesmo a pena, parabéns à CP; agora só falta disponibilizarem o serviço mais vezes por dia (com o respectivo pedido de desculpas pela inconveniência aos habitantes da margem Sul de Lisboa :D )
Um outro assunto que domina o meu dia-a-dia é, como não podia deixar de ser, o Euro 2004
Tenho vivido bastante intensamente o campeonato, deixando-me contagiar pela onda de entusiamo que envolveu toda a gente. Ontem deixei-me ficar por Portimão e fui assistir, juntamente com umas boas centenas de portimonenses, o jogo Portugal-Espanha, que contrariamente à opinião de muitos cépticos, acabámos por vencer. Sofri até ao último minuto e quando acabou eu estava uma pilha de nervos. Felizmente o Nuno Gomes mostrou quem manda e encheu de esperança muitos Portugueses que se mostravam desiludidos com a prestação da Selecção neste Euro.
Fui festejar para a Praia da Rocha, onde uma claque imensa entova o Hino Nacional e o Bámus lá cámbadah, todus à mólhádah (...) do mítico Zé Estiebes. Adeptos ingleses ripostavam com os seus próprios canticos e as suas canecas cheias, na ânsia de mostrarem a sua superioridade. Curiosamente, Quinta-feira podemos então assistir ao tira-teimas na Luz (mesmo aqui ao lado - MEDO! ESTAREI SEGURO?!), mas estou confiante num resultado positivo da nossa parte. E tu?