Pessoas
Apetece-me escrever, mas a minha vida não tem tido assim muito de especial. Falar sobre a dos outros? Não, para quê? E sobre quem? Tenho vivido rodeado por quatro ou cinco pessoas, que apesar de tudo, me preenchem. O Rogério foi para Lisboa, procurar casa. Mal ouvi na Sic que os bilhetes para a Madonna tinham sido postos à venda, liguei-lhe e ele foi logo a correr para a Fnac. E o resultado é que já tenho o meu garantido :) Por acaso tivémos muita sorte, porque segundo o que ele me disse, esgotaram pouco depois de ele ser atendido. Mas com os outros posso eu bem, vai ser giríssimo e até não foi assim tão caro como isso, optámos pelos de 61 euros. Esperamos que seja grandioso o suficiente para que ainda assim possamos apreciar o espectáculo em todo o seu esplendor.

A Catarina, não sei porquê, tenho andado um poquinho distante dela. Talvez por opção, talvez por coincidência. A verdade é que também tenho que deixar algum espaço de manobra para ela estar com o namorado à vontade sem ter aqui o pendura à perna. Mas amanhã deverei ir à praia com ela.
Quem me tem acompanhao mais é o meu mano, o Hugo. Trabalhamos juntos, e ontem apeteceu-nos ir para casa dele ver um DVD. O filme era tão mau, que rapidamente optámos por ir ler umas mensagens no chat da Sic. Parece qu aui no Algarve é o melhor para conhecer pessoas, melhor até que o próprio IRC ou o Gaydar. A mim parece-me um bocado impessoal, a ideia de um blind-date assusta-me porque não sabemos nada acerca da pessoa que se vai encontrar: mais que no IRC as pessoas mentem imenso sobre si próprias (quanto a mim uma ideia idiota, visto que se a ideia é o rendez-vous, rapidamente todas as ideias falsas que se façam passar se desvanecem). Um outro problema para o qual o Hugo me alertou é o facto de frequentemente se encontrarem pessoas conhecidas. Claro, ainda por cima num meio pequeno como Portimão (e arriscaria mesmo, o Algarve…). Ainda assim, o chat revelou-se ser um bom intermediário, pelo menos para ele, que namora com um rapaz que conheceu por lá já lá vão 10 meses.
E acho que só falta a minha mãe. Mãe… Can’t live with her, can’t live without her. Não sei o que seria de mim sem ela, mas… é tão chatinha, tadinha :) Quando quer implicar comigo, irra, que consegue chatear-me o juízo, mas ainda assim gosto tanto dela. Morar com ela tem vantagens e desvantagens. Os miminhos, a comidinha na mesa à hora certa, a caminha que aparece miraculosamente feita, as comprinhas sempre em dia, tudo para que eu não tenha que me chatear com essas coisas. Por outro lado, as saídas à noite, a roupa que não está no sítio, o dinheiro que gasto ou deixo de gastar, enfim, o controle constitui uma desvantagem que na minha idade começa a ser bastante insuportável. Mas são todas assim, esse é o meu consolo.












