Frágil
Ontem à noite fui ao Frágil com uns amigos. Senti-me estranho, como se aquele mundo já não fosse o meu como o foi em tempos. Tem sido muito tempo enclausurado, metido apenas com os meus botões sem uma vida social activa com saídas à noite para bares e discotecas fixes. A última vez até que nem foi há muito tempo, foi na passagem de ano. Mas penso que não se pode comparar as duas situações: o Boys'r'Us, para além de ser no Porto e ser por si só diferente, também é mais arejado, mais luminoso, com música comercial; é um ambiente muito light. O Frágil, por outro lado, é mais underground, um ambiente em que o electro e o ar que se respira no Bairro Alto transforma as pessoas em espectros noctívagos. Ainda houve a tentação de acabar a noite no Lux, mas já era tarde e tinha sérias dúvidas de que iria conseguir entrar. Quando lá vou, gosto de ir muito mais cedo do que a maioria das pessoas. A passagem pelo Bairro é quase obrigatória, eu sei, mas uma ida ao Lux para mim deve ser planeada: vai-se cedo para o Bairro, bebe-se um copo e ruma-se ao Lx por volta da 1h. O bar é muito agradável e não vejo inconveniente nenhum em ir cedo para o disfrutar.
Mas um dos motivos que contribuiram para a minha estranha sensação de deslocamento daquela realidade foi a ausência do Leka. Acho que estou de tal forma habituado a sair à noite com ele, que ontem que me faltou, soube-me a pouco! Claro que tenho a noção que isto não é recíproco, mas comigo é assim e pronto. E depois ando em fase de integração num novo grupo e por vezes a sensação de nostalgia e saudades dos velhos amigos toma conta de mim. Falando nisso, gostava de falar sobre a minha sexta-feira, porque foi um dia excelente. Começou com uma camada de nervos enorme porque ia ter exame de programação, mas quando o comecei a fazer e constatei que me estava a correr bem, os nervos começaram a dissipar-se como um nevoeiro numa manhã de Sol. E a partir daí forma só coisas boas! Fui ter com o Luís para descomprimir e tomar um café. Depois fui ter com o Leka e arrastei-o para o Ikea onde não resisti a umas comprinhas:

Uma cana chinesa com uma pequena jarrinha a condizer

Um conjunto de quadros que se prendem uns aos outros (ainda por pendurar por falta de parafusos
Ele próprio também comprou algumas coisinhas. Depois consegui convencê-lo a ir à Baixa comigo, ter com o Rogério, Pedro e Duarte. Fomos até à Chaleira do Costume (Panasquinha do meu coração, perdoe-me pelo abuso :P ) e a vontade de ficar instalou-se. A conversa estava agradável, estava a ser bom matar saudades dos velhos amigos. Resolvemos então ir tirar a barriga de misérias e comer um bife à Portvgalia e que bem que soube a todos! Nem sequer foi assim tão caro, já tenho pago mais nos jantares de curso, por exemplo. Quando o jantar acabou, já com as respectivas barrigas satisfeitas, despedimo-nos e toda a gente ficou satisfeita com o modo como tudo correu. Espero que haja vontade de repetir.

