Sábado, Abril 30, 2005

Las Vegas Neon Love: Chapels, Casinos and Pink Flamingos

A Retro foi muito fixe. O ambiente é sempre muito agradável e vêm-se caras com as quais habitualmente não nos cruzamos. A música esteve muito bem, tal como o Vilas já habitou o seu fiel público. Êxitos antigos como Venus das Bananarama, Hey boy, hey girl dos The Chemical Brothers, Locomotion da Kylie Minogue e Breathe dos The Prodigy bem como o mais actual Just Let Go dos Fischerspooner (Thin White Duke Remix) são temas que nos põem facilmente a pular e a cantarolar até altas horas sem que ninguém dê pelo tempo a passar. Cria-se um ambiente intimista, visto que às quintas-feiras não é lá muito habitual sair-se à noite, pelo menos para o comum dos mortais que tem aulas/work no dia seguinte (este é o único problema desta já badaladas festas). Mas ontem lá fui matar saudades e ficou a vontade de repetir para o mês que vem. Querem ir também?

Quinta-feira, Abril 28, 2005

Retro

Retrorefresh here i go! Encontramo-nos por lá.

Quarta-feira, Abril 27, 2005

Estreia

Hoje finalmente se estreou o postador-convidado, o Táks. Espero que apreciem as suas contribuições. A primeira é hilariante, divirtam-se! =)

Bixarada - a grande estreia

Existe uma Planta tropical americana, da qual se extraem e aproveitam os apocarotenóides epidérmicos das respectivas sementes - pigmentos que lhes conferem uma bonita cor vermelha-alaranjada, que não pode ser mais potencialmente in... É que o mais importante desses carotenos é, imagine-se, a BIXINA! Esperem até o Yves Saint Laurent saber disto! Nem faz ideia do que está a perder... os fúcsias estão muitíssimo démodés... Cá para mim, ainda irei ver muito boa gente, de caminhar rebolado, a descer o Largo do Chiado, "toda em bixina", tentando fazer inveja à Nossa Senhora do Loreto...



(Fotografia: www-ang.kfunigraz.ac.at – acesso 8.XII.2004)

Na verdade, estamos a falar da Açafroa do Brasil ou, cientificamente, da Bixa orellana L., uma árvore da Família das Bixáceas (Bixaceae), próxima das Passifloráceas (Maracujazeiros), a qual inclui apenas uma espécie. É aquilo a que se pode chamar “uma Bixa filogeneticamente solitária": Família e Género monolíticos…
Não, não estou especialmente espirituoso, imaginativo ou bem-humorado. O Género Bixa foi, de facto, criado na Botânica pelo brilhante sistemata sueco Karl von Linné, e o nome vem de uma outra planta conhecida vulgarmente por "bija" ou "biché". O epíteto específico orellana, do mesmo autor, deriva do nome de um explorador espanhol do século XVI, Francisco de Orellana.
Dando uma ideia da morfologia desta Dicotiledónea, podemos dizer que as suas folhas são alternas, cordiformes e pecioladas, tem as flores rosadas, agrupadas em inflorescências terminais, e os frutos são bicarpelares, constituindo uma cápsula bivalvar de cor parda-avermelhada, revestida por desencorajadores acúleos.
Esta planta que se torne conhecida das massas e, em breve, não haverá casal amancebado que não possua no jardim da sua recatada vivenda de Azeitão (comprada utopicamente a meias, à custa de grandes privações...) uma Bixa orellana, onde poderá pendurar um baloiço, no qual passará copiosos e frescos fins de tarde de Verão. Pares jovens e inexperientes, à descoberta do mundo bixáceo, preferirão o tronco tenro de uma Bixa orellana da Estufa Fria para gravar, com um canivete, um memorando que ateste o seu efémero amor...! Em vez de Gereberas, o “Heróis” café-lounge passará a ter, nas jarras de mesa, flores dobradas de cultivares de Bixa. Melhor!: ainda hei-de ver um par de Bixa orellana plantado no cimo do Parque de Eduardo VII, ladeando a jorrante estátua do Cutileiro...!
Muita utilidade pode ser dada à Bixa pelas bixas... Em manteigas, margarinas, lacas, vernizes e batons já se usam, como corantes, os carotenóides da Bixa. Também os índios mexicanos usavam a substância tintureira das sementes da Bixa para pintar o corpo. É uma questão de esperar que as bixas do Velho Mundo descubram a Bixa, e ponham a característica criatividade a funcionar. Iriam cair os verdes e laranjas fluorescentes impostos pela "Casa" e pela "Habitat" e seria fashion a bixina-néon. O "Mister", como não poderia deixar de ser, inauguraria uma nova linha de maples com estofos de um tecido sintético, acetinado, a imitar cutina vegetal, em vermelho-bixina de alto a baixo, com motivos florísticos e cornucópias; as crónicas do Carlos Castro, todas em fundo bixina-choque, com iluminuras arborescentes nas margens; o próprio Elton John dedicaria, quiçá, uma canção à Bixa orellana que, claro está, apenas cantaria uma vez em público, sentado a um piano-de-cauda em madeira de Bixa; e o culminar de todo o processo revolucionário: o tio Hermann poderia pintar o cabelo todo a vermelho-bixina, com uns laivos em glauco-folha!
Moral da história: temos mascote! Não poderia haver melhor fusão do que uma Planta que é planta e, por isso, delicada, fresca e airosa, que dá flores, espinhos e cores para batons e vernizes, e que se chama Bixa. Que se deite fora a velha bandeira do arco-íris e se contrate um designer simpatizante (não será difícil de encontrar…) que prepare um logotipo moderno, alusivo à Bixa e à bixa, que tanto têm a ver! Adivinha-se uma corrida de alegria aos bancos de sementes. Adquira já o seu exemplar, antes que “A Árvore” se extinga, ou seja abafada…

Terça-feira, Abril 26, 2005

Fim de semana grande

O Baleal é uma terrinha simpática à beira-mar plantada ali junto a Peniche. Foi lá que passei o fim de semana prolongado com amigos da faculdade e a palavra de ordem foi descompressão. E nada melhor que um ambiente onde se respira o mar, o surf e o Sol para o fazer. Soube bem a paragem, esquecer Lisboa e a faculdade durante três dias. As diferenças em relação ao Algarve foram mais que muitas. Em primeiro lugar a calma e paz de espírito é outra. Depois não há o stress de ter de ir ver a familia toda; ali foi so mesmo comer, beber, rir e ficar estendido numa esplanada a torrar ao Sol e a beber imperiais.



A paisagem é também bastante diferente. O lugar consiste numa península unida a terra por um braço de areia que tem uma estradeca que só permite a passgem de carros num só sentido. Depois é praia e mar até perder de vista. As casas são térreas, habitadas na sua maioria por surfistas e pessoal dali. As saídas à noite foram até um bar bastante na berra por ali, sendo a música variada e agradando aos diferentes gostos.

Lá em casa, tive oportunidade de mostrar os meus dotes de DJ *cough* e pus toda a gente a dançar com Michael Gray (The Weekend), Starsailor (Four to the floor), Eric Prydz (Call on Me), David Guetta (The World is mine) e muitos outros. Descobri que tenho de sacar o álbum dos Chemical Brothers de novo porque me pedia uma password. Grrr...

Foi muito giro, se não conhecem vale a pena a visita.

Segunda-feira, Abril 25, 2005

Grrr... mais uma semana de espera...

Sexta-feira, Abril 22, 2005

Não dá

Outra semana de investimento no estudo, outro teste a correr mal. Eles pedem o impossível, não dá, não consigo. Que se lixem as notas, vou viver a vida.

Quinta-feira, Abril 21, 2005

Sentir/pensar

Às vezes torna-se tão difícil ajudar as pessoas. Alguns dos meus amigos põe-me problemas bastante complexos que os atingem ou preocupam. E aí sinto-me completamente impotente para os ajudar na procura de uma solução ou simplesmente de um caminho para chegar até ela. Normalmente não deixo que tais problemas me atinjam, mas não posso dizer que desta água não beberei, nunca se sabe o que por aí vem. Considero-me uma pessoa forte psicologicamente (ou deverei dizer frio sentimentalmente?), mas ninguém é de ferro e muito menos imune ao mundo exterior. Mas talvez seja este o motivo pelo qual tenho tanta dificuldade em ajudar essas pessoas. Parece que não sinto com tanta força como eles. Quem está certo? Quem está errado? Será que esta pergunta se põe? O que é melhor, sentir com o coração ou sentir com o cérebro?

Claro que a resposta óbvia é um mix dos dois opostos, como quase tudo na vida. Procuro posicionar-me nesse equilibrio entre o pensar/sentir. O problema é se um belo dia me aperceber que deixei passar as coisas boas da vida por entre os dedos... e também as más.

Terça-feira, Abril 19, 2005

Sinto falta...

Havia uma altura em que via imensos filmes. Cheguei a ir ao cinema mais que uma vez por semana. Agora nem tenho tempo para me coçar. Nem sei quais são os blockbuster's que valeria a pena ir ver neste momento. Mesmo que não me apetecesse sair de casa, também por aqui me safava, tenho imensos filmes à espera de serem vistos. Oh malditos testes. Amanhã vou-me baldar a um :x Tem que ser, não dá para fazer tudo por testes, alguma teria de ficar para exame. Em compensação, ando a apostar forte no de sexta. A partir daí começo a ficar mais livre e espero voltar a ter vida novamente. Sinto falta de basicamente tudo, principalmente de ti.

Segunda-feira, Abril 18, 2005

Under

Foi deveras bonito, o último episódio da terceira série de Sete Palmos de Terra, que tivémos oportunidade de rever hoje. A emoção fica realmente à flor da pele, ajudada por trechos de música que tomam posse de cada um dos nossos vasos sanguíneos (até dos infinitamente pequenos). Muitos acharam que exagerei na primeira vez que o vi, fartaram-se de gozar. Mas hoje senti a mesma emoção que nesse dia, o que comprova a genialidade do que ali se passa. É das coisas mais bem congeminadas que já vi e nisto sei que muita gente concorda comigo.

As boas notícias são que, desta vez, os episódios prosseguem no mesmo tom, já na próxima semana. Já vi o primeiro episódio da 4ª série e é tão ou mais emocionante do que vimos hoje. Por isso façam um favor a vocês mesmos e não percam.







Sete Palmos de Terra - Segundas às 22h30, na 2:



Sábado, Abril 16, 2005

A Partilha

O teste correu tão mal... Andei a esfalfar-me tanto e depois cheguei lá e não foi nada do que estava à espera :
Saí de lá mal disposto mas depois arejei logo as ideias porque fui ver A Partilha. E foi muuuuito fixe, aconselho a todos. Miguel Fallabela escreveu, Joaquim Monchique encenou e Teresa Guilherme, Sílvia Rizzo, Rita Salema e Patrícia Tavares deram vida a quatro irmãs que se juntam para o funeral da mãe. O problema é que, para além do facto de serem irmãs, pouco mais têm em comum. Selma, a mais conservadora (e com uma divertida obsessão por Campo de Ourique) tem maior dificuldade em vender a casa que herdaram. Regina, liberal e adepta do esoterismo, Maria Lúcia, uma excêntrica que vive nos Estados Unidos da América e Laura, uma intelectual mais... masculina...
Após algum tempo de separação, a aproximação forçada provoca algum choque de ideias mas que ao longo da peça se vai desvanecendo, com o fluir de cumplicidades entre as irmãs.



O texto está brilhante, muito divertido. Divertida foi também a troca de deixas que deixou Teresa Guilherme a rir que nem uma perdida durante uns minutos (e a nós também). Um momento muito Big Brêda. :D

Terça-feira, Abril 12, 2005

Poeira a assentar

Depois da acalorada discussão, parece que finalmente os ânimos assentaram. Não que tenha mudado alguma coisa realmente. Foi apenas uma troca de pontos de vista, produtiva no sentido em que algumas pessoas (eu incluído) se viram obrigadas a reflectir um pouco sobre questões talvez um pouco esquecidas de modo a reforçar os seus argumentos.

Era bom que este espaço tivesse sempre essa postura. Infelizmente, nem sempre é fácil despoletar um bom debate. Fico então à espera de uma próxima oportunidade para que todos possam expor pontos de vista de uma forma ordenada sobre os mais variados assuntos.

Uma outra faceta que gostava de desenvolver e que tem sido algo apreciada é a da divulgação científica. Sempre que falo um pouco, ainda que ao de leve (pois ainda estou muito longe de me considerar um especialista no que quer que seja) sobre assuntos do meu interesse, as pessoas acolhem os meus comentários com algum apreço e interesse e isso faz-me sentir de certa forma orgulhoso. Por isso e porque a ciência não é para ficar nos laboratórios e sim ser divulgada de maneira acessível a todos, comprometo-me a escrever um pouco mais sobre algumas curiosidades que mal ou bem, lá vou sabendo uns pozinhos.

É nestas herculeanas hercúleas tarefas que espero poder contar com o meu futuro compadre de escrita (pronto, já sabem que não é uma rapariga). Apesar de ter sido visto com desconfiança, o convite que fiz vai ajudar a dinamizar mais este blog e estou certo que o vosso interesse crescerá. Quanto à sua identidade, será apenas revelada aquando do seu primeiro post, como é óbvio.

E agora, toca a estudar, que há teste na sexta.

Segunda-feira, Abril 11, 2005

Novidades

Estive a actualizar o top de mp3, nele podem encontrar uma série de músicas novas. Por gostar especialmente das 3 primeiras, disponibilizei-as para download.

Aumentei o tamanho da letra, atendendo a um pedido especial. :)

Entretanto encetei um convite para ter uma participação especial aqui no blog. É verdade, em breve teremos um novo postador, que nos brindará com a sua cultura, as suas crónicas e quem sabe o que mais. Não, não é quem estarão a pensar. Aguardem novidades e verão. =)

Domingo, Abril 10, 2005

Resposta

Bem o post anterior pretendia ser polémico pois provoca um dos mais antigos debates da história: o entre Ciência e Religião. Defender um ou outro é uma faca de dois gumes pois ambos têm coisas a favor e contra (e reconheço isso plenamente).

Senão veja-se um exemplo apontado por Dan Brown (tão criticado por alguns nos comentários ao post anterior) no seu Anjos e Demónios. Um cientista que pretendia mostrar que ambas as frentes são apenas as duas faces da mesma moeda conseguiu recriar o Big Bang. E como o fez? Bem, no acelerador de partículas existente no CERN, na Suíça, fez colidir duas partículas de tal forma que do choque entre elas se libertou uma quantidade imensa de energia. Ora, desde Einstein (cujas publicações sobre a teoria da relatividade fazem este ano um século, sendo por isso o Ano Internacional da Física) que é conhecido que matéria e energia são conceitos equivalentes pois é relativamente fácil transformar uma noutra (recordo a célebre equação E=mc2). Bem não querendo entrar em explicações muito técnicas, até por não é o meu campo e corro o risco de cometer erros, o dito cientista mostrou que bastava uma quantidade brutal de energia para criar nova matéria a partir do nada. Isto porque conseguiu produzir antimatéria, o oposto da matéria que conhecemos. Essa antimateria não existe de forma natural porque, em contacto com matéria, se aniquila, sendo esta uma das reacções mais simples que a física moderna consegue explicar.

Bem, mas o cientista produziu a dita matéria por um processo artificial, em laboratório. Como surgiria essa fonte de energia repentina, no início da contagem dos tempos, conhecido por Big Bang? O que o cientista sugere é que seria necessária uma influência divina. Ora este é o ponto fundamental. O livro é obviamente ficção pode até conter algumas falácias técnicas (como este senhor achou muitas, ainda que algumas delas sejam um pouco duvidosas na minha opinião). Ainda assim faz-nos pensar sobre determinados assuntos, que tomamos como verdadeiros apenas porque a cultura católica em que nos inserimos nos diz que são assim. Será preciso relembrar que quem escrevia os livros na idade média eram os escribas, pertencentes ao clero? Isto aprende-se em qualquer livro de 7º ano de História! Ora é facil acreditar que muitas falácias tenham sido introduzidas pela igreja em seu proveito e é por isso que dou o crédito a Dan Brown: faz-nos duvidar, ainda que a informação que transmite possa não ser 100% correcta.

Em todo o caso, quero pedir-vos que leiam o comentário que o Tax fez ao meu post anterior, que motivou até a escrita de outro post. Concordo com basicamente tudo o que lá foi dito. Diz ele
mas...raiva??? Então criticas as guerrilhas da Irlanda do Norte e de Israel, e o fácil cliché falacioso da 2ª Guerra Mundial, e tu próprio tens sentimentos violentos e intolerantes? Não serás tu anti-religioso, em vez de ateu? Penso que a tolerância é chave...

Ao que respondo: admitido que a escolha de palavras é um pouco perigosa, mas o facto é que tem sido o conflito entre as diferentes religiões um dos principais motivos pelos quais surgem Guerras de grandes dimensões. É ou não é? Pela fé? Porque simplesmente se acredita que o meu deus é melhor que o teu e por isso deves morrer, isso sim. Mas o porquê deste fenómeno é que não percebo! Se ainda ninguém provou que Deus existe! Acredita-se puramente nas palavras de um homem que viveu há 2000 anos e que diz ter nascido miraculosamente sem a necessidade de um pai. Se uma coisa desse estilo acontecesse nos dias de hoje, para além de ser notícia de abertura no jornal da TVI serviria apenas para se ganhar uma consulta no célebre hospital da Avenida do Brasil em Lisboa. Não acredito e não consigo perceber como é que há pessoas que o fazem, mas daí à intolerância vai um passo de gigante. Ainda gostava que me explicasses(em) onde é que eu o fui. Se álguém me diz que vai à missa, eu respeito. Se encontro alguem a rezar, retiro-me em silêncio, para não atrapalhar. O resto, oh meus amigos, é o bom da democracia, pode-se dizer mal do que queremos, não só dos políticos como também da igreja.

Outro comentário feito directamente ao meu discurso foi:
Ah, e pode-se perfeitamente ter fé e não rezar Pais-nossos, STORMSHASER!

(Relembro que o nick é stormchaser e não stormshaser :P ). É verdade, mas segundo a igreja católica, és suposto ser baptizado, ter o crisma e todos os outros sacramentos que voluntariamente desconheço. Aliás nem foi isso que eu disse. O que está no meu post anterior é (...)ou católicas por conveniência (sim porque dizer que se tem fé e nunca se rezar um pai nosso a não ser quando há um casamento ou um baptizado... meus amigos, vou ali e já venho)., que implicitamente contem a ideia de que se trata de fé no Deus da igreja católica. Claro que é perfeitamente possível ter fé e acreditar numa força superior criadora, não sendo necessariamente no deus da igreja católica. O que digo é que há imensas pessoas que fazem imensa questão de casar pela igreja sem nunca ter rezado um pai-nosso, por exemplo. Isso sim, é falso catolicismo.

Quanto a tudo o que dizes sobre a morte de cientistas pela igreja católica... Permite-me discordar, apresentando-te este artigo da Wikipedia. Nele podes ver como Galileu Galilei teve de abdicar de todos os seus connhecimentos devido à ameaça de morte pela Inquisição da igreja católica. E pensar que a principal ideia pela qual ele se debateu foi a teoria Heliocêntrica, hoje amplamente comprovada por observações.

Nikita: de facto, a morte do Papa foi apenas uma desculpa para debater um assunto maior. Pois como diz o Tax e coberto de razão:
O Papa não passa de uma PESSOA ELEITA por PESSOAS para representar a religião que os Homens criaram... não é Deus, nem o que Deus defende, se existisse algum, claro! Trabalhou toda a vida, naquilo em que acreditava, estava velho e teve de morrer, como tooooda a gente! Só prova que não é um deus e não vejo que fosse tão importante assim para nós a sua existência... Que fez ele de tão relevante que um padre vulgar não faça? A figura do Papa não passa realmente disso mesmo... de mais uma figura, uma construção nossa, em nada divina que, no fundo, não faz mais do que dar a cara e assinar os papéis que lhe enviam os subordinados, como qualquer representante ou chefe. Raramente se tinha notícias dele, até! Mais relevante é a morte de quem nos governe ou, simplesmente, da nossa avó, de um conhecido nosso...

Para quê dizer mais?

Falta dar uma palavra ao dyoxine, o católico-praticante (um dos poucos que conheço). Penso que já respondi à parte em que criticas a minhas 'fontes' e o Tax te respondeu (e eu assino por baixo) à parte em que dizes que o Papa é merecedor das honras que lhe foram feitas. Penso que fallta esclarecer o porquê da raiva. Tudo bem, a palavra raiva foi mal escolhida. Não odeio a igreja, simplesmente não lhe recolheço a importância que ela diz ter. Porque não acredito em nenhuma das trafulhices que proclama. Porque vejo as consequências da sua actuação ao longo dos séculos no mundo actual. Porque me insiro numa sociedade que acredita cada vez menos. Porque acredito no que vejo, oiço, cheiro, sinto... E Deus nunca me bateu à porta.

Quinta-feira, Abril 07, 2005

Acerca da morte de João Paulo II

Ainda não me tinha pronunciado acerca do mediático acontecimento... Antes de começarem a ler as barbaridades que se seguem, fiquem a saber que sou ateu convicto e que tenho alguma raiva em relação a tudo o que tenha a ver com religião, em particular com a igreja católica e não só.

Em primeiro lugar, a existência de um Papa tinha sentido no tempo em que era essa a figura responsável pela nomeação dos reis. O mundo conhecido era predominantemente católico e o clero era responsável por esse tipo de tarefas. Pois mas isso era no tempo dos Afonsinhos. Actualmente, os regimes são em geral democráticos e grande parte das pessoas ou são ateias ou católicas por conveniência (sim porque dizer que se tem fé e nunca se rezar um pai nosso a não ser quando há um casamento ou um baptizado... meus amigos, vou ali e já venho). Por isso, a figura de um chefe da igreja pouco ou nenhum sentido faz, a não ser reforçar a minha ideia de que cada vez mais a esta se distancia do seu objectivo inicial, deixando-se guiar por interesses tanto económicos como políticos. A prova são as sucessivas deturpações da realidade que foi fazendo a seu bel-prazer ao longo dos séculos (algumas delas denunciadas e muito bem no best-seller O Código DaVinci).

A igreja (e não me refiro apenas à católica) sempre teve uma grande influência nas classes menos informadas e sempre que alguém se levantava e dizia algo que fosse contra as ideias pré-estabelecidas era queimado na fogueira. Claro, estavam em risco todos os privilégios concedidos ao clero e qualquer um que os pusesse em risco tinha de ser eliminado. Muitas pessoas que apenas faziam uso da sua massa cinzenta foram acusadas de bruxaria e heresia, facto que condicionou uma evolução mais rápida da ciência.

Para além desta rivalidade entre ciência e religião, há também as rivalidades entre religiões. Apenas mais um exemplo do facto de que ao sentirem a sua verdade ameaçada, as diversas religiões são capazes até de esquecer os principios fundamentais que supostamente deveriam transmitir. As diferenças de credos sempre têm dado azo a grandes conflitos à escala mundial e ainda hoje, mesmo com toda a informação disponível, com valores como a tolerância a serem cada vez mais fomentados e com tão grandes progressos científicos, existem guerrilhas como o da Irlanda do Norte ou Israel, para não falar no extermínio de Judeus durante a 2ª Guerra Mundial, etc etc etc.

Por tudo isto, acho que duas coisas poderiam ser feitas: ou se deita abaixo o Vaticano de vez, ou se assume uma postura mais adequada aos tempos modernos, capaz de resolver os conflitos existentes, tornando a figura do Papa novamente útil e até necessária. Chavões como a restrição do uso do preservativo têm de acabar! A realidade altera-se a uma velocidade vertiginosa e assim o deveria fazer a igreja, que em vez de promover o progresso das ideias e mentalidades, sempre o tem atrasado. É por estas e por outras que não caberiam neste post que sou um ateu convicto, sem grandes perpectivas de alterar isso...

P.S. - 7 dias de luto?? Pa ke será? :S

Quarta-feira, Abril 06, 2005

Acabou

Com muita pena minha mas o elfito vai dar de frosques... Vamos todos sentir a tua falta na blogosfera. Para grandes males, grandes remédios.

Terça-feira, Abril 05, 2005

Mood:

Tenho de estudar mas não me apetece. Estou mole como um pudim. Dorido como se tivesse corrido a maratona. Feliz por estares na minha vida.

Domingo, Abril 03, 2005

Descontracção

Ando descontraído. Sem grandes preocupações a nível da escola (se calhar preocupações a menos...) e muito menos a nível emocional. As amizades correm-me bem, tiro muito prazer dos momentos em que posso estar numa mesa de café a conversar e a rir com qualquer um dos meus amigos. A aposta de que vos falei há uns dias vale mesmo a pena. Se repararem, estamos rodeados de amigos, só que às vezes não nos damos conta. Achamos sempre que há alguém melhor algures no mundo. Será mesmo assim? Eu tenho re-descoberto a verdade (sim, porque verdade seja dita, por vezes também me 'esqueço').

A noite de ontem foi mais um exemplo disso. Fui até ao Bairro com a Cata e o XXX (LOL!) e foi mesmo agradável. Tinha chovido, as ruas estavam encharcadas. O bairro nesses dias fica mais soturno, mais intimista, porque as pessoas pensam que lhes vai cair um cataclismo em cima. Portanto, havia muito menos gente que o habitual. Andámos a circular por entre alguns bares da nossa preferência. Começámos no Páginas Tantas, onde o jazz de fundo contribuia ainda mais para o aconchegante ambiente. Fomos à Beta na tentativa de beber um shotzito mas não havia o meu preferido. O jazz estava a saber bem e rumámos então até ao Catacumbas, que, embora menos elitista, também permite ter conversas muito agradáveis.
O facto de sermos apenas três contribuiu e muito para sentirmos tamanho à vontade. Houve uma altura da minha vida em que eu enchia a boca a dizer que adorava uma mesa cheia de amigos para rir e conversar. Cada vez mais mudo de opinião: isso deve apenas acontecer por altura de um grande acontecimento, tipo um aniversário ou qualquer outra celebração em que é muito importante que todo um grupo esteja reunido. Nestas saídas mais rotineiras, quanto menos melhor. Ironicamente, a conversa flui com maior facilidade reforçando a ligação entre as pessoas. Se fosse num grupo grande, cada um teria menos para dizer tornando tudo demasiado impessoal.
Não fui até ao Lux mas espero corrigir isso para a semana que vem. É que o Leka faz anos amanhã e vai haver party na certa (não se esqueçam de lhe dar os parabéns). :)

Sábado, Abril 02, 2005

Cornos celestiais



Que me dizem desta (ordinária) árvore, apanhada em flagrante com uns cornos feitos de cirrus? :)

Estas nuvens já me têm proporcionado fotos excelentes. Têm uma extensão horizontal apreciável devido aos fortes ventos que se fazem sentir em altitude (note-se que com a ausência do atrito provocado pela superfície da Terra, o ar atinge muito maiores velocidades em altitude). Quando virem um céu coberto destas nuvens ou das suas primas cirrostratus (que cobrem completamente o céu, como uma fina película) estejam atentos! Normalmente é sinal de aproximação de uma frente quente, que pode ser responsável por alguns aguaceiros (em geral fracos) algumas horas depois, caso tenho força suficiente. Foi o caso de hoje, como podem verificar pela imagem de satélite aqui mesmo ao lado.

Sexta-feira, Abril 01, 2005

Tá feito.

Gaydares e coisas que o valham foi tudo à vida. Não preciso disso. A bem dizer nunca precisei. Talvez esteja a ser um pouco injusto, na medida em que alguns dos meus melhores amigos conheci por lá. Mas será essa a maneira certa de chegar até eles? Não. Isso tem de mudar. As coisas têm uma forma natural de serem feitas. A internet veio acelerar em demasia o processo de 'conhecer' pessoas. Prefere-se assim: de uma forma super-prática e rápida metemos conversa com um desconhecido, baseados apenas na carinha laroca que apresenta numa das suas melhores fotografias e nalgumas (poucas) palavras que o descrevem (que raramente têm correspondência com a realidade). Então e que é feito do 'Olha este é o João. Prazer, sou o José!', seguido de um sorriso e aperto de mão. Nessa mesma noite, com alguns copos à mistura, a conversa fica animada, verificam-se pontos em comum e estabelece-se uma química especial. É atracção. Pura. Natural, sem intermediários. Foi assim que te conheci. E não foi tão bom?