Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

Crise ultrapassada

Sim, pode dizer-se que a crise está a passar. Sem dúvidas. O contacto com a família, com alguns amigos que revi... Está tudo para trás das costas, os meus sentimentos não fazem sentido. Ou melhor, fazem, mas posso sem grande esforço minimizá-los, reduzi-los a pó. Eu tenho pessoas com quem posso contar. Se um dia ou noutro me falham, pronto, fico sozinho, que sabe muito bem de vez em quando. Se não souber, dois ou três dias depois desforro-me. Depois eu próprio tenho de fazer o tal esforço de contactar mais com os amigos que já tenho. Vou já começar pela passagem de ano. Convidei alguns deles e vamos fazer uma jantarada no fim de ano como nos bons velhos tempos. Cada um leva a sua coisa e tem-se um banquete sem grande despesa para cada um. Estaremos juntos, conversamos, rimos, ouvimos musica, bebemos e depois vamos ver o fogo de artificio! Vai ser tão giro! E vou entrar no ano novo sem a incómoda sensação de vazio em meu torno! Que bom! :)

Fim da macacada







King Kong - um filme de Peter Jackson. Muito bom!

Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Up and running

Parece que o mood está a passar. Para isso contribuiram os dois últimos serões e o início de semana cheio de actividades no trabalho. As coisas têm tido algum progresso lá no estágio e isso arrebitou-me. Mas melhor que isso foi mesmo o jantarzito em casa do Leka (reclamem com ele por não vos ter convidado também), que muito me animou e o jantarzito de natal do pessoal da faculdade que também bastante alegre. Acabámos até por ir ao Cup&Cinno (novidade - para arrastar aquele pessoal para qualquer sítio que implique 'sair à noite' é o caos). Perdi foi o ultimo episódio da novela da TVI :S alguém gravou? LOL

Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Amaro

Resolvi ir ao cinema, depois de passear de carro e ver as iluminações de Natal. Sozinho claro. Fui ver o Crime do Padre Amaro. Gostei muito, afinal até há bons filmes portugueses. Até fiquei a julgar que a vida nem era assim tão má como isso. Durante 5 min, como é óbvio. Depois voltou tudo ao normal.

Vou dormir que amanhã é dia de trabalho. E de tudo isto passar.

Domingo, Dezembro 18, 2005

Natal, que felicidade :|

Desta vez não me apetece fazer post partilhado com o 'eventos'. Isto porque eu estive e não estive lá. Senti-me de alguma forma desintegrado não por culpa de quem estava mas por minha culpa. Tenho perdido cada vez mais a capacidade de me integrar, de ser simpático e falador. O próprio Miguel notou isso quando me deu boleia para casa e estranhou. Quando ele me conheceu há uns anos, eu não era nada assim. Olho em volta e já nem sequer sei ver onde estão os amigos. No Lux por exemplo, foi muito flagrante este sentimento: a música estava óptima, e espaço a abarrotar de gente feliz e a festejar e isso fez-me pensar: até que ponto estou rodeado de pessoas com as quais pudesse fazer o mesmo? Eu estava a dançar como um autómato, quase sem emoção, quando o que me apetecia era ter um grupinho de amigos ali para ir fazendo palhaças e tudo mais. Cada vez mais me sinto sozinho, sozinho e mais sozinho e não vislumbro uma forma de contrariar isso, porque quanto mais sozinho estou, menos me apetece estar com mais pessoas. Que é feito da altura em que eu passava as tardes no Heróis na palhaçada? Que é feito da altura em que havia sempre com quem sair e ir dar umas gargalhadas? E pelos vistos não me adianta conhecer pessoas e grupos novos, porque isso ainda acentua mais o sentimento de isolamento. No outro dia no jantar de Natal da malta da Gulbenkian o sentimento foi exactamente o mesmo.

Numa altura em que tudo devia estar bem, só me apetece fazer reset à minha vida. Começar de novo, fazer novas opções. Aprender a ser mais amigo dos meus amigos, apegar-me mais a eles e dar-lhes mais importância. Ligar-lhes quando me sinto sozinho (como agora) e a não me refugiar no trabalho e ligar a música para disfarçar o silêncio ensurdecedor que se faz sentir no meu quarto. Reaprender a ir a um jantar com pessoas que mal conheço e sair de lá amigo de três ou quatro como outrora já fui capaz.

Infelizmente ainda ninguém aprendeu como se fazem operações plásticas à alma (acabei de ver um episódio de Nip / Tuck). Era bom que pudéssemos mudar aquilo que não gostamos em nós. Eu ficaria uma pessoa muito diferente, com certeza.

P.S. - Obrigado, Nikita, o presente foi o máximo!

Terça-feira, Dezembro 13, 2005

Fullerenos

A palestra que acabei de assistir na Gulbenkian foi simplesmente brilhante, creio que a melhor que vi até hoje. Foi dada pelo Sir Harold Kroto, prémio Nobel da Química em 1996 pela descoberta dos fullerenos, aquelas bolinhas curiosas constituídas por 60 átomos de Carbono com inúmeras aplicações em nanotecnologias.



Este é um campo fascinante, que une ciências como a Química, a Física e a Biologia no desenvolvimento de nano-máquinas capazes de desempenhar tarefas de complexidade variável. Kroto comparou a especificidade que se espera de uma nanomáquina à fantástica molécula chamada hemoglobina, responsável pela absorção do Oxigénio nos pulmões e pelo seu transporte até cada uma das células do nosso corpo. É fantástico o modo como molécula sabe quando tem de desempenhar determinada função. Mostrou ainda o nível a que já se chegou. Consegue-se por exemplo por uma molécula a oscilar tipo mola e desempenhar tarefas simples. Um 'pequeno' passo que permitirá por exemplo ter todo o conhecimento do mundo no nosso relógio de pulso, segundo o orador.

Além das questões mais técnicas, abordadas de forma super acessível, Kroto é senhor de um sentido de humor insuperável. Até tinha bombas a explodir de vez em quando no powerpoint de modo a 'manter-nos acordados'. Falou de questões relacionadas com o fraco interesse pelos jovens pela ciência. Segundo ele, a culpa é da vida fácil que temos. Dantes, as pessoas eram obrigadas a desmontar aparelhos se queriam que eles fossem reparados e durassem muito tempo (tem o mesmo relógio digital há 25 anos graças a isso). Agora? Estraga-se, vai fora e já ninguém se preocupa em perceber o que está errado e como funciona o aparelho. Tem o seu ponto, o senhor! Mostro vídeos dele em workshops com miúdos a brincarem com modelos de plástico de moléculas de fullerenos, apelando à divulgação da ciência, como instrumento de resolução das grandes questões globais. Mostra um paradoxo genial, em que diz que a imagem dos cientistas é o do senhor de cabelos brancos com óculos-fundo-de-garrafão e culpa Einstein por isso; desculpa-se dizendo que nem sempre é assim mostrando um foto sua de quando era novo e perguntando 'vêem, aí está a prova!'. Depois mostra a foto do Tom Cruise e expressa a sua indignação quanto ao seu avultado salário, perguntando-se se aquele senhor já tinha resolvido alguma grande questão mundial, como o faria um cientista digno de Nobel.

Enfim, estas e outras questões foram abordadas de forma brilhante. Além disso, Kroto mostrou-se ser uma pessoa super simpática, disponibilizando-se para falar com os jovens presentes na sala, tirando fotografias, distribuindo beijos e abraços e dizendo algumas das suas excelentes piadas. Saí de lá super bem disposto e com vontade de fazer alguma coisa importante na vida. Resta saber o quê...

Porto em palavras

Clérigos . Campanhã . Trianon . Caves Ferreira . Guia de voz pausada . Vistas . Vinho . Ribeira . Cristal . Serralves . Sé . Aliados . Metro . Pousada . Foz . Circunvalação . Patos que faziam o pino . Aromas . Francesinhas . Santa Catarina . Majestic . Caretas . 207 . Croft . Funicular . Andante . VCI . Douro

Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

Os sonhos de Einstein

Preso a um casamento infeliz e a um emprego muito aquém das suas capacidades intelectuais, o jovem Albert Einstein deixa-se levar pelos seus sonhos, seduzido pelo canto de sereia de Josette, uma mulher bela e esquiva, que se deslocou do seu lugar no futuro. Einstein parece ser a única pessoa que pode ajudá-la, pois será ele quem desvendará em breve os mistérios do Tempo e do Espaço.Einstein começa a ter uma série de sonhos sobre o tempo e Josette aparece em todos eles. Será ela realmente alguém que apareceu vindo do futuro ou, na verdade, o próprio Tempo?



Musical, em exibição no Teatro da Trindade até 21 de Janeiro.

Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Love Generation

Anda por aí uma música chamada 'Love Generation' de Roger Sanchez Bob Sinclar ft. Gary Pine que está muito na berra. A música até que fica no ouvido e é bem gira, mas o que me pergunto é: a que geração se refere o senhor? A nossa? A geração das pessoas que cada vez se divorciam mais? Das pessoas que preferem nem casar para não se arriscarem a perder metade dos seus bens num longo e moroso (quiçá inevitável) processo de divórcio? Sim, somos livres para amarmos quem quisermos. Mas a liberdade é tanta que na maior parte das vezes amamos QUANTAS vezes quisermos. Será amor a mais ou falta dele?

O amor é de facto algo muito difícil de definir por palavras. Sei que existe mas cada vez mais duvido do seu real poder de unir as pessoas. Acho que aquelas uniões 'para sempre' apenas existiam porque as pessoas a isso eram obrigadas. E mesmo assim não resistiam às suas escapadelazitas.

O conceito de amor está a sofrer uma mutação gradual que julgo ter muito a ver com o progresso galopante da sociedade de informação e da globalização. As pessoas têm maior facilidade em aproximar-se umas das outras mas a um nível mais superficial do que o de outrora. Cada pessoa ganhava uma importância especial porque era mais difícil conhecer uma outra que a substituísse. Hoje em dia, vivemos na certeza de que algures no nosso bairro existe de certeza uma pessoa melhor para nós do que aquela que está ao nosso lado. Com este inconformismo, a estabilidade das relações (e por arrasto, do conceito de amor) é seriamente ameaçada. Se existiam incertezas acerca da definição de amor, mais ainda existirão quanto ao paradeiro do mesmo conceito num futuro próximo.

Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Tell me what you don't like about yourself

Serve o presente post para dar conta do meu novo vício. Trata-se obviamente da melhor compra dos últimos tempos. As personagens são contagiantes e o contexto muito envolvente.



A personagem mais marcante é sem dúvida o Dr. Christian Troy, um dos cirurgiões plásticos que protagonizam a trama. O seu passatempo preferido é arranjar clientes para a clínica de ambos, engatando as clientes para depois lhes chamar à atenção os seus defeitos e como lhes podia fazer maravilhas. No lado oposto, encontra-se o Dr. Sean McNamara, que luta pela ética profissional na clínica criticando por vezes a atitude de de Troy. É casado com Julia, uma mulher que se sente frustrada por nunca ter tirado o curso de Medicina em detrimento do casamento e vida pessoal. Os dois têm um filho adolescente, Matt, um pouco inseguro de si próprio mas que vai ser obrigado a aprender algumas lições bem duras logo nos primeiros episódios.

Cada episódio é marcado por um novo caso, uma pessoa que não gosta de alguma coisa em si própria (semelhança com Sete Palmos, alguém nota?). Desde a gorda ao mafioso que tem de mudar de cara, passando pela transsexual, muitas são as pessoas que vão complicar a vida aos nossos doutores, mas alegrando os meus próximos serões. Sem dúvida uma grande série, bem ao nível de Sete Palmos de Terra, Queer as Folk, Desperate Housewives ou Anjos na América! A não perder, como não podia deixar de ser.

Sábado, Dezembro 03, 2005

Pijama Party!

Tinha saudades de um programinha assim. Ultimamente quando é para estar com amigos, é quase obrigatório ir para o bairro e beber uns copos. Mas para se confraternizar, há outras [muito boas] opções. Por exemplo, uma pijama party! É muito engraçado juntar alguns amigos em casa, fazer um jantar diferente, com condimentos nunca dantes utilizados e regá-lo por exemplo com um vinho razoável. Depois, aconchegados no sofá, dois dedos de conversa, confidências ou apenas umas piadas, seguidas de um filme (ou dois), se fazem as delícias de um serão bem passado. Acaba-se em beleza quando, já cheios de sono, nos lembramos que temos de improvisar camas para todos, acabando por dormir uns em cima dos outros ou então retomando a conversa quando as luzes se apagam! :)