Para mais tarde recordar



A minha opinião é, mais concretamente, que as pessoas deviam ganhar o seu direito de votar. Dar uma prova qualquer de que estavam aptas a fazê-lo, que eram pessoas esclarecidas e que sabem o que propõem as diferentes ideologias. Resolviam-se assim dois graves problemas da nossa democracia: a abstenção (pois o povão, vendo o seu direito de alguma forma limitado ia finalmente dar-lhe algum valor - o fruto proibido é o mais apetecido) e o voto de ignorância - o voto totoloto - pois as pessoas quando votassem já teriam dado provas de serem minimamente conscientes e de saberem o que estão a fazer. Limitaria a liberdade, com certeza que sim, mas ao menos as coisas tomavam um rumo, ao invés do ping-pong político a que somos obrigados a assistir nos dias que correm.
O frio veio do norte! E traz com ele neve a partir de hoje nas terras mais altas. A frente responsável pelo fenómeno já começou a fazer-se sentir, com o aumento da nebulosidade durante a tarde. O Instituto de Meteorologia prevê neve até para alguns pontos da Serra de Monchique a partir de amanhã (raríssimo, eu sou de Portimão que fica lá perto e nunca cheguei a ver neve por lá). Só mesmo a partir de terça-feira é que os termómetros vão voltar a subir.
O meu desaparecimento destas bandas prende-se com a anomalia positiva de trabalho. O que vale é que para a semana é a tal conferência em Sevilha, ou seja, tirando a parte em que vou falar que vai ser uma pilha de nervos, vai ser bastante relaxante e pretendo aproveitar para dar umas voltas na terra das castanholas e dos leques (Leka esta é para ti :P)
A Super Interessante deste mês traz um artigo muito engraçado sobre pontes. As pontes sempre me fascinaram, não só por serem obras majestosas de pura engenharia, como também pelo seu aspecto estético e pela sua função de aproximar pessoas. Desde pequenino que adorava vir a Lisboa para passar na 'Ponte Vermelha' como ingenuamente lhe chamava. Mas no referido artigo, a ponte mais fabulosa que aparece é a do Estreito de Oresund, que liga Copenhaga (a capital da Dinamarca) à cidade Sueca de Malmo. A ponte é muito semelhante à Ponte Vasco da Gama, mas mais comprida ainda. Tem ainda uma particularidade muito especial: a meio do estreito, a Ponte torna-se um túnel, na ilha artificial de Peberholm, desembocando finalmente na Dinamarca.

E pronto, projecto da exposição acabado. Agora é altura de me dedicar a 100% ao estágio para poder cumprir a deadline a que me propus. Não será fácil, mas com dedicação, e desenrascanço tudo se arranja.
A descida é um dos melhores ilmes de terror que já vi. Porque finalmente alguém se lembrou de brincar com as fobias que mais mexem com as pessoas (sangue, escuridão, clausura, montros feios...), provocando inúmeros pulos na cadeira. A receita é simples: um grupo de amigas em busca de adrenalina, aventura-se na descida de uma caverna inexplorada. Um desmoronamento faz com que fiquem presas no interior da gruta, que por acaso se encontra cheia de monstros que lhes farão a vida negra.

Esta semana parece ser de muito stress. Toda a gente deixou para a última hora a visita à exposição (ou não estivéssemos onde estamos) e amontoam-se grupos de escolas à porta para entrar. Por razões de segurança várias, só podem estar na galeria 100 pessoas, número que hoje foi largamente ultrapassado. Eram as experiências que apareciam misteriosamente avariadas, eram pessoas aos gritos enquanto nós monitores tentávamos dar as nossas visitas em salas repletas de gente, uma desgraça.
A noite serviu para arejar. Arejar tudo: ideias, pensamentos, emoções e todo o negrume que se apoderou da minha vida na semana que passou. Agora é respirar fundo e continuar. A vida continua, afinal de contas; depois de chorar tudo, há que erguer a cabeça e continuar. Foi a única partida que a vida me há-de pregar? Óbvio que não. Provavelmente há muito pior aí pela frente. A única lição que se pode tirar destes trágicos acontecimentos é a fragilidade da nossa vida. Há que viver cada dai como se fosse o último. Cliché? Sim, mas isso é porque não passaram por esta semana terrível. Se o tivessem feito, estas palavras ganhariam um significado completamente novo, pleno de conteúdo. Temos mesmo de aproveitar, temos mesmo de realizar os nossos sonhos! Não podemos adiá-los usando uma série de desculpas para a nossa preguiça! Querem muito fazer uma viagem? Vão amanhã mesmo comprar os bilhetes! Querem comprar uma coisa completamente idiota? Comprem! Querem ir àquele concerto? Querem ver o vosso jogador de futebol preferido ou um autógrafo do David Fonseca? Corram atrás! Não deixem para depois de amanhã (hoje já é tarde, tem mesmo de ser amanhã). Concretizem os vossos sonhos e quando o fizerem, arranjem outros e concretizem-nos também! Vivam! Enquanto for tempo, vivam! Pois terão muito tempo para estar mortos...
Hoje diz-se adeus ao Duarte. Já o vi, pequenino e engravatado, como não podia deixar de ser. A expressão da sua face podia comparar-se a uma Mona Lisa: estaria a sorrir? Ou terei sido iludido pela imagem mental que vou guardar do meu amiguinho baixote?

O dia 1 de Janeiro de 2006 vai ficar na minha memória como um dia negro, naquela zona da nossa consciência onde guardamos os nossos pesadelos. Parecia tudo tão perfeito, tal com disse num dos posts anteriores... A minha aproximação dos amigos, a festinha que organizei na passagem de ano, a saída... Estava tudo a correr bem. Pelo menos, quando adormeci, assim pensava.
Pronto então aproveitando ainda o restinho de álcool etílico que me circula no sangue e visto que os deslizo estão de novo operacionais, bom ano e tal! Adorei o jantar, e o pós também foi apesar de tudo. Foi daquelas saídas memoráveis, em que tudo é perfeito, a vida é bela e os sorrisos de todos são fantásticos!