Domingo, Janeiro 29, 2006

Para mais tarde recordar





É a loucura!

Está a nevaaaar!!! :D

Adenda ao post de sexta-feira

A minha opinião é, mais concretamente, que as pessoas deviam ganhar o seu direito de votar. Dar uma prova qualquer de que estavam aptas a fazê-lo, que eram pessoas esclarecidas e que sabem o que propõem as diferentes ideologias. Resolviam-se assim dois graves problemas da nossa democracia: a abstenção (pois o povão, vendo o seu direito de alguma forma limitado ia finalmente dar-lhe algum valor - o fruto proibido é o mais apetecido) e o voto de ignorância - o voto totoloto - pois as pessoas quando votassem já teriam dado provas de serem minimamente conscientes e de saberem o que estão a fazer. Limitaria a liberdade, com certeza que sim, mas ao menos as coisas tomavam um rumo, ao invés do ping-pong político a que somos obrigados a assistir nos dias que correm.

originalmente postado como comentário no unpronounceable.

Sábado, Janeiro 28, 2006

Neve!

O frio veio do norte! E traz com ele neve a partir de hoje nas terras mais altas. A frente responsável pelo fenómeno já começou a fazer-se sentir, com o aumento da nebulosidade durante a tarde. O Instituto de Meteorologia prevê neve até para alguns pontos da Serra de Monchique a partir de amanhã (raríssimo, eu sou de Portimão que fica lá perto e nunca cheguei a ver neve por lá). Só mesmo a partir de terça-feira é que os termómetros vão voltar a subir.

Bem que podia nevar ali prós lados de Sintra, que assim como assim até que é uma zona altinha e ficava aqui mesmo à mão para ir fazer um boneco, com cenoura e tudo. Fazemos figas? :)

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

Notícias

O meu desaparecimento destas bandas prende-se com a anomalia positiva de trabalho. O que vale é que para a semana é a tal conferência em Sevilha, ou seja, tirando a parte em que vou falar que vai ser uma pilha de nervos, vai ser bastante relaxante e pretendo aproveitar para dar umas voltas na terra das castanholas e dos leques (Leka esta é para ti :P)

Mesmo assim tem dado para almoçar em boa companhia, tomar uns cafés e até uma noite italiana repleta de risota. Assim sim, é assim mesmo que eu gosto que a minha vida seja: uma pontinha de stress no trabalho (a mim motiva-me) e alguns programinhas de vida social para intercalar. E se se estiver a planear uma viagenzita, melhor.

Entretanto notícias preocupantes enchem os jornais. Cavaco presidente, o Hamas sobe ao poder na Palestina... Não sei onde isto irá parar. Será a democracia o sistema político perfeito? Se o é, como podem acontecer tais coisas? Fica a pergunta.

Quinta-feira, Janeiro 19, 2006

Pontes

A Super Interessante deste mês traz um artigo muito engraçado sobre pontes. As pontes sempre me fascinaram, não só por serem obras majestosas de pura engenharia, como também pelo seu aspecto estético e pela sua função de aproximar pessoas. Desde pequenino que adorava vir a Lisboa para passar na 'Ponte Vermelha' como ingenuamente lhe chamava. Mas no referido artigo, a ponte mais fabulosa que aparece é a do Estreito de Oresund, que liga Copenhaga (a capital da Dinamarca) à cidade Sueca de Malmo. A ponte é muito semelhante à Ponte Vasco da Gama, mas mais comprida ainda. Tem ainda uma particularidade muito especial: a meio do estreito, a Ponte torna-se um túnel, na ilha artificial de Peberholm, desembocando finalmente na Dinamarca.

Segunda-feira, Janeiro 16, 2006

Projectos e um carro novo

E pronto, projecto da exposição acabado. Agora é altura de me dedicar a 100% ao estágio para poder cumprir a deadline a que me propus. Não será fácil, mas com dedicação, e desenrascanço tudo se arranja.

A grande novidade é que comprei um carrinho, finalmente. Um Peugeot 206 1.1 usado com 5 aninhos em bastante bom estado. É um sonho tornado realidade, porque decidi que não posso ficar à espera que os sonhos se concretizem por eles próprios. Vou ficar nas lonas nos primeiros tempos, nem sequer vou poder andar muito, que a gasolina aumenta de dia para dia, mas pelo menos tenho-o, é meu, é o meu sonho! Finalmente vou poder ir para a natação sem ter que carregar o material de autocarro em autocarro (o trajecto de carro é 5 min e o de autocarro pode demorar 30 min!), vou poder ir tomar café à noite sem a preocupação de apanhar este ou aquele transporte àquela hora, e as compras... Finalmente vou deixar de andar a carregar sacos de compras nos transportes públicos! Enfim, um carro nos dias de hoje, em especial nesta cidade faz alguma falta, há que reconhecê-lo. Ainda não se chegou ao patamar em que se pode andar de bicicleta como em algumas cidades europeias e o sistema de tranportes existente deixa muito a desejar. Não o vou usar no dia-a-dia, porque reconheço que além de ficar muito caro, ia ser mais um a entupir a 2ª Circular sem necessidade. O belo do passe é para manter ao fim do mês. Mas é uma comodidade que já há muito ambicionava. :)

Sábado, Janeiro 14, 2006

A descida

A descida é um dos melhores ilmes de terror que já vi. Porque finalmente alguém se lembrou de brincar com as fobias que mais mexem com as pessoas (sangue, escuridão, clausura, montros feios...), provocando inúmeros pulos na cadeira. A receita é simples: um grupo de amigas em busca de adrenalina, aventura-se na descida de uma caverna inexplorada. Um desmoronamento faz com que fiquem presas no interior da gruta, que por acaso se encontra cheia de monstros que lhes farão a vida negra.



O Hugo não pode dizer que tenha adorado, mas eu saí do cinema bastante satisfeito. Não era um romance de faca e alguidar (ok, haviam alguns objectos cortantes... bem cortantes), mas se se paga para ver um filme de terror, ao menos que meta um bocadinho de medo! :)

Quinta-feira, Janeiro 12, 2006

Na recta final

Esta semana parece ser de muito stress. Toda a gente deixou para a última hora a visita à exposição (ou não estivéssemos onde estamos) e amontoam-se grupos de escolas à porta para entrar. Por razões de segurança várias, só podem estar na galeria 100 pessoas, número que hoje foi largamente ultrapassado. Eram as experiências que apareciam misteriosamente avariadas, eram pessoas aos gritos enquanto nós monitores tentávamos dar as nossas visitas em salas repletas de gente, uma desgraça.

Para além das desgraças, tive a surpresa de uma visita de um ilustre colega blogueiro, o trolha, que pelos vistos também gosta daquelas coisas :) Eu é que já ando um bocado farto (como aliás ele deverá ter percebido), mas enfim, já falta pouco tempo para acabar.

Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

Vou viver

A noite serviu para arejar. Arejar tudo: ideias, pensamentos, emoções e todo o negrume que se apoderou da minha vida na semana que passou. Agora é respirar fundo e continuar. A vida continua, afinal de contas; depois de chorar tudo, há que erguer a cabeça e continuar. Foi a única partida que a vida me há-de pregar? Óbvio que não. Provavelmente há muito pior aí pela frente. A única lição que se pode tirar destes trágicos acontecimentos é a fragilidade da nossa vida. Há que viver cada dai como se fosse o último. Cliché? Sim, mas isso é porque não passaram por esta semana terrível. Se o tivessem feito, estas palavras ganhariam um significado completamente novo, pleno de conteúdo. Temos mesmo de aproveitar, temos mesmo de realizar os nossos sonhos! Não podemos adiá-los usando uma série de desculpas para a nossa preguiça! Querem muito fazer uma viagem? Vão amanhã mesmo comprar os bilhetes! Querem comprar uma coisa completamente idiota? Comprem! Querem ir àquele concerto? Querem ver o vosso jogador de futebol preferido ou um autógrafo do David Fonseca? Corram atrás! Não deixem para depois de amanhã (hoje já é tarde, tem mesmo de ser amanhã). Concretizem os vossos sonhos e quando o fizerem, arranjem outros e concretizem-nos também! Vivam! Enquanto for tempo, vivam! Pois terão muito tempo para estar mortos...

Quarta-feira, Janeiro 04, 2006

O último adeus

Hoje diz-se adeus ao Duarte. Já o vi, pequenino e engravatado, como não podia deixar de ser. A expressão da sua face podia comparar-se a uma Mona Lisa: estaria a sorrir? Ou terei sido iludido pela imagem mental que vou guardar do meu amiguinho baixote?

Terça-feira, Janeiro 03, 2006

O acidente

O dia 1 de Janeiro de 2006 vai ficar na minha memória como um dia negro, naquela zona da nossa consciência onde guardamos os nossos pesadelos. Parecia tudo tão perfeito, tal com disse num dos posts anteriores... A minha aproximação dos amigos, a festinha que organizei na passagem de ano, a saída... Estava tudo a correr bem. Pelo menos, quando adormeci, assim pensava.

No dia seguinte, acordei estranhamente cedo (dadas as circunstâncias), mais estranho ainda: despertei sozinho sem a ajuda de um qualquer bip de telemóvel. A casa estava uma bagunça... Comecei por arranjar algo para comer (restos da noite anterior) e arrumei a cozinha. Estava precisamente a acabar de lavar a última travessa quando tocou o telemóvel.

Era ela, a mãe do Roger. Estava desesperada, tinha acontecido alguma coisa. Pareceu-me a conversa de telemóvel mais longa da minha vida. A conversa em que fiquei a saber que tinha havido um acidente brutal, que envolvia grandes amigos meus. Dois deles não tinham resistido, informação que ela não me estava a conseguir transmitir (quem consegue?). A reacção inicial é um misto de surpresa e descrença. Mas é quando as pernas começam a tremer sem qualquer controlo que nos apercebemos que aquilo aconteceu mesmo. Depois fica-se sem saber o que dizer, embora tenhamos um monte de coisas na cabeça. Posso dizer que naquele momento visualizei a noite anterior num flash, tinha sido tão perfeita, tão cheia de pensamentos tipo 'a vida é bela e os sorrisos de todos são fantásticos'... Como é possível que possa ter acontecido uma tragédia daquelas?

Depois veio a descrição sórdida do acidente. Apareceu na televisão e tudo, foi a primeira notícia do Jornal da Noite ontem. Não podia ser mais cruel e simples ao mesmo tempo, como as que ouvimos todos os dias (são tantas que nos tornámos indiferentes a elas): 'dois indivíduos eslovacos que seguiam embriagados a alta velocidade num Volvo ignorando inclusivé sinais vermelhos, embateram num Fiat Punto. O jovem que seguia no banco de trás (o Duarte - o Taks aqui do blog) não levava cinto de segurança e foi projectado 50m. Embateu contra uma parede situada no outro lado da estrada e teve morte imediata. O condutor (o Pedro) não resistiu aos ferimentos e morreu ao ser transportado para o hospital. O único sobrevivente encontra-se em estado grave no Hospital de Santa Maria (o Roger)'.

E pronto a notícia estava dada. E o sangue? Tinha-se-me fugido, não tinha nem pinga dele. A primeira reacção foi contactar o Leka. Havia que fazer alguma coisa, ir para o hospital, apoiar, dar força, saber detalhes, tudo. Parecia simples. Depois liguei à minha mãe. Aí os nervos deram cabo de mim e desatei a chorar e soluçar pela primeira vez. Era verdade, era mesmo verdade: eu estava mesmo ali desesperado a contar à minha mãe que dois dos meus melhores amigos tinham morrido e eu não sabia como reagir! É terrível a sensação de impotência, é terrível quando começamos a formular os primeiros 'E se...', é terrível a imagem do acidente, é terrível saber que nunca mais vou rir com o humor do Duarte e do Pedro!

As cenas que se seguiram poderiam fazer parte de um qualquer episódio do 'Sete Palmos de Terra'. Começa-se a falar de morte, de funerais e recordações. Nem consegui ver o Roger no primeiro dia. Só hoje, mal ele recebeu a notícia terrível da morte deles é que estivémos lá. Não há grandes palavras que possam ser ditas para minimizar os estragos. Eles estão lá e a verdade nua e crua é que ninguém está preparado para lidar com isto. Não há uma palavra certa (talvez o silêncio de um abraço?), não há uma fórmula mágica! A única coisa mais parecida com uma cura é a lágrima. Sim, chorar! Temos de chorar, muito! É uma perda que deixa uma grande marca, que nunca vai passar! Temos de passar pelo luto, o funeral de cada um deles é uma parte essencial do luto (sábias palavras da mãe do João)! Vamos unir-nos e fazer-lhes todas as homenagens que eles merecem!

Roger, sobreviveste para contar a história! Estamos cá para nos apoiarmos uns aos outros nesta fase tão difícil!

Um grande bem-hajam, Duarte e Pedro! Nunca vos esquecerei!

Domingo, Janeiro 01, 2006

Adeus

Duarte e Pedro - Estarão no meu coração e no de todos os vossos amigos para sempre! R.I.P.

Revelhão

Pronto então aproveitando ainda o restinho de álcool etílico que me circula no sangue e visto que os deslizo estão de novo operacionais, bom ano e tal! Adorei o jantar, e o pós também foi apesar de tudo. Foi daquelas saídas memoráveis, em que tudo é perfeito, a vida é bela e os sorrisos de todos são fantásticos!

A frase da noite foi: 'Que o bom de 2005 seja a merda de 2006', faz sentido, não é? :P (é que eu perguntava isto ás pessoas...)