Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

Apresentador por um dia

Não, não foi a minha máscara de Carnaval. Na Quarta-feira passada fui mesmo apresentador por um dia. Ainda no contexto da exposição da Gulbenkian, fui convidado para apresentar a fase final do concurso a que os miúdos concorriam logo após a visita guiada. A coisa consistia num quiz show, bem ao género de um Quem Quer Ser Milionário em que as perguntas eram sobre física e com os vários concorrentes a disputar um mesmo prémio. Eu ia bastante nervoso, especialmente quando fui chamado ao palco. É quando se pensa 'bem, agora não há muito a fazer, agora já ninguém me tira daqui'. Depois, a adrenalina encarrega-se de que tudo corra bem. Os nervos passaram rapidamente e posso dizer que me safei bastante bem. No fim, disseram-me inclusivé que tinha futuro como apresentador de TV se assim o quisesse! Não era mau, especialmente se desse para conciliar com a divulgação científica. Ou mesmo para apresentar a meteorologia, caso ela regressasse ao formato tradicional nas TV's portuguesas :)

Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

Amizades diferentes

O meu sonho sempre foi ser o 'amigo pop' de alguém. Ontem, por entre dois bocadinhos de morcela e uma passa, fiquei a saber que era um dos amigos pop do Hugo :D Qualquer dia promovem-me a popstar e já posso entrar nos Morangos! Mas o meu próximo objectivo é ser o amigo dance ou o amigo chill out de alguém. Sei lá, só para ser diferente! xD

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006

O arroz

E não é que arroz de morcela e passas é mesmo bom? :)

Domingo, Fevereiro 19, 2006

Trovoada

Hum, sabe bem ouvir a atmosfera a rugir e a lançar flashes de luz numa trovoada. Estará zangada?

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

PuQanito

Cada vez que olho para o meu PuQanito (para quem não sabe, o carro), não consigo disfarçar um sorriso. É o sonho de uma vida inteira tornado realidade e ainda por cima o carro é giro que se farta. Não estou a exagerar quanto a isto do sonho. Porque tenho pais separados, nunca tive grande acesso a um carro, porque a minha mãe nunca dispôs de grande poder económico para o comprar. E quando o fez, roubaram-nos o carro uns meses depois, para nunca mais aparecer. Isto fez com que durante toda a minha vida dependesse de outras pessoas quando queria ir a algum sítio ao qual não pudesse ir a pé. Cada vez que me lembro da chatice que era carregar inúmeros sacos cheios de compras desde o Modelo até casa lá em Portimão porque não havia outra forma... Tínhamos de ir fazendo paragens estratégicas porque a certa altura o sangue deixava de escoar devidamente nas mãos, devido ao peso dos sacos. Ou de quando íamos à terra dos meus avós qual sardinha em lata no banco de trás do carro dos meus tios... E saíamos às horas que eles queriam, claro. Mais recentemente, as coisas não seriam propriamente assim, porque não passo tanto tempo lá em baixo e cá há transportes, mas mesmo assim, a falta do carro era notória. Ou eram as compras, ou era a crava de boleia a amigos quando tinha de ir um bocadinho mais longe... Cheguei até a pedir o carro da minha prima emprestado para ir ao Porto (felizmente correu tudo pelo melhor).

Claro que a maior parte das pessoas que estão a ler isto não fazem a menor ideia do que estou a falar, porque felizmente ou têm os dois pais em casa, ou a mãe foi capaz de refazer completamente a sua vida, sei lá. Mas a mim custou-me, ver a minha vida sempre constrangida pela vontade e disponibilidade dos outros. Ter de implorar ao meu irmão para me deixar usar o carro dele, para ouvir frequentemente 'nãos' secos por qualquer razão (ou sem razão nenhuma)...

Enfim, tudo isso acabou. E por isso é que sorrio cada vez que olho para o meu carro. Por isso e por muitas outras coisas: é lindo, parece que se está a rir para mim também (a parte da frente de um Peugeot 206 não lembra um sorriso?), tem um tecto de abrir fantástico, conduz-se lindamente, tem um rádio espectacular... Além disso, comprei-o por mérito próprio. É meu, comprei com o meu dinheiro (com umas ajudas do pai, claro - quanto a mim, merecidas) e não vou depender de mais ninguém para me deslocar. É a sensação de objectivo cumprido e de sonho realizado. Impossível não sorrir!

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

Dia dos Namorados?

Mas que grande seca de dia, especialmente para os encalhados como eu. Deviam abolir-se estes dias especiais. Mas é preciso lembrar às pessoas que podiam oferecer uma prendinha à cara-metade e jantar fora? É mesmo necessário um dia especial para as lembrar disso? Oh meus amigos, então que raio de namoros andam praí... Enfim, além disso, a coisa é mesmo má para os encalhados. Se já se sentiam mal por não ter companhia, nesse dia ainda se sentem pior! O meu dia foi péssimo. Começou atarantadamente, tinha dormido pouco. Depois, umas mensagens foram suficientes para me estragar a manhã porque me lembraram a pouca sorte que tenho ao amor. Só mesmo ao final da tarde a coisa se recompôs, quando a comadre Leka se lembra de declarar o seu amor por mim, que vale mais que um harém de namorados :) Também te adoro, miguito! Deviam fazer o dia do melhor amigo! Mas felizmente, não precisamos dele para fazermos os nossos programinhas de vez em quando :)

Sábado, Fevereiro 11, 2006

Bareback monta Brokeback Mountain

Constipação

Detesto estar constipado. O sorriso perde o brilho, a tosse sufoca e os olhos ficam (mais) cavados. Nem posso sair, ir a um café ou a um bar porque a atmosfera torna-se sufocante, como se fosse constituída por um gás tóxico, quase letal (que no fundo, o é mesmo, mas é nestas alturas que nos apercebemos realmente disso).

E então dá-me para divagar, para me interrogar. Sobre a velha questão do sentido da (minha) vida. Sobre as escolhas que faço, sobre quem me rodeia. E aí só me apetece aconchegar o cobertor e ficar ali, no quentinho. Na esperança que passe, que o nariz deixe de pingar e que a vida volte a fazer algum sentido. Mas não fará. E o pior é que não é preciso deixar de estar constipado para saber isso.

Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

Maomé

Uns desenhos idiotas que não fazem mal nenhum a ninguém provocaram uma crise internacional de proporções desmesuradas. Gostei de ler o editorial do Público de hoje, precisamente sobre esse assunto. Dizia o director-adjunto do mesmo que nós, povo ocidental não podemos brincar com as ideias e crenças dos muçulmanos, mas eles queimam bandeiras de países ocidentais ao desbarato. E os nossos líderes é que pedem as desculpas, por medo. Os terroristas estão a conseguir os seus objectivos: provocar esse mesmo medo, o terror, o receio de um novo 11 de Setembro bem junto a qualquer uma das nossas casas. Não podemos deixar que isso aconteça: os valores deles não são nem mais nem menos que os nossos! Se demorámos tanto tempo a conquistar a liberdade de expressão e de imprensa, é um direito pelo qual devemos lutar por manter e não pedir desculpas cada vez que fazemos uso dele. Principalmente, responsabilizando pessoas que nada tiveram a ver com o assunto. Os responsáveis foram os cartoonistas e os jornais que publicaram os desenhos, que se apressaram a pedir desculpas. Líderes das nações não tinham que intervir; apenas contribuiram para aumentar a importância do assunto. Não é caso para tanta manifestação por parte dos muçulmanos. Até os líderes espirituais reconhecem que tais actos em nada contribuem para honrar Maomé. Só mesmo os líderes extremistas é que fazem uso destes incidentes para incitar a violência e despoletar o medo.

Estes e outros pontos de interesse, no Público de hoje.

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

Questionário

SecretSoul e Hugo: ACEITE!

Quatro locais onde viveu:
Lagos;
Portimão;
Torres de Lisboa;
Estrada de Benfica.


Quatro empregos que teve na vida:
Secretariado;
Repositor numa garrafeira;
Explicador de Física;
Monitor numa exposição na Gulbenkian.

Quatro filmes que poderia rever:
American Beauty;
Closer;
Star Wars;
Match Point.

Quatro séries de TV que gosta de ver :
Sete Palmos de Terra;
Nip / Tuck;
Queer as Folk;
Inspector Max (NOOOTTTT!!!) - antes Desperate Housewives.


Quatro locais que visitou de férias:
Tenerife;
Londres;
Palma de Maiorca;
Luso.


Quatro sites que visita diariamente:
A Whisper in your Ear;
Gmail;
Epístolas Estrábicas;
Hi5.


Quatro comidas favoritas:
Almôndegas;
Pizza;
Massas;
Manjares da prima! :D


Quatro lugares onde preferia estar:
Londres;
Barcelona;
Cidades alemãs;
Avenida dos Tornados (EUA).


Quatro álbuns que adora:
Paul Van Dyk - Politics of Dancing Vol. 2;
Royksopp - The Understanding;
Coldplay - X&Y;
Madonna - Confessions on the Dancefloor.


Quatro pessoas a quem passar o testemunho:
Leka - Epístolas Estrábicas
Elfo - A Whisper In Your Ear
O trolha - Slice Blog
Ang3Luz - Uma Visão do Ser

Sábado, Fevereiro 04, 2006

Sevilla

A ida a Sevilha foi muito fixe. Primeiro, foi a viagem. Sempre quis fazer algo do género: quando tivesse o meu carro, havia de ir pelas estradas do nosso Portugal até onde ele me levasse. Desta vez passei a fronteira e fui até Sevilha para uma conferência Luso-Espanhola de Meteorologia e áreas afins. Parou-se em Serpa, onde nos aguardavam uns deliciosos secretos de porco preto para o almoço. Seguiu-se em direcção a terras de nuestros hermanos, onde nos esperava a primeira surpresa da viagem: neve. Muita neve, logo a seguir à fronteira. Não resistimos e encostámos o carro à berma para lhe tocar, pela primeira vez, como crianças quando recebem um brinquedo novo! É macia, leve e muito fria, além de óptima para mandar à pessoa mais próxima! As estradas espanholas são irrepreensíveis, com imensa sinalização, muito mais intuitiva que a portuguesa, assim como o preço da gasolina, muito mais baixo.

Depois Sevilha, com as suas laranjeiras em fruto, palácios do tempo dos mouros, cheios de história para contar. Valeu a pena ver o Alcazar, a Catedral e o Bairro Judeu. Valeu também a pena o passeio de barco pelo Guadalquivir e os passeios a pé pela cidade. A universidade é grande e cosmopolita com muitos departamentos diferentes. Foi lá a conferência e até tive direito aos meus 15 min de fama: fui lá apresentar oralmente os resultados preliminares do meu estágio. Foi uma pilha de nervos enorme: a apresentação decorreu num anfiteatro de um tamanho que metia respeito, num palco com um palanque onde estava o computador e um microfone. No início gaguejou-se um bocadinho, mas depois a coisa até que correu bem. Até ouvi alguns elogios e tudo, porque pelos vistos não se notou que eu estava muito nervoso (de alguma coisa me valeram 4 meses a fazer visitas guiadas na Gulbenkian).

Valeu ainda pelo convívio com as pessoas lá da faculdade, com as quais por vezes não estamos tão próximos quanto gostaríamos porque não se sai muito da relação de trabalho. Fiquei a saber que tenho um professor hipocondríaco e que as estatísticas apresentadas pelo Expresso têm um fundo de verdade, por exemplo. Além disso, no mesmo dia aprendi que não devemos sentar-nos num restaurante espanhol e pedir simplesmente 'tapas', pois a conta irá constituir uma desagradável surpresa, 30€ por pessoa no nosso caso. A comida por aquelas bandas é de facto uma desgraça.

Ainda assim Sevilha merece uma visita com tempo, tem imensas coisas para visitar e vistas magníficas. Para os mais aventureiros, há ainda a Isla Mágica, à qual não fomos por falta de tempo, mas que eu já conhecia.