Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

My new home sweet home

É bom chegar a casa e sentirmo-nos em casa. Voltei finalmente a ter essa sensação. Estive uns tempos em casa do Miguel, tal como já havia dito. Foi muito bom, aprendi que afinal é mesmo possível fazer uma vida a dois (nunca acreditei muito que fosse capaz). Durou foi pouco, mas já se sabia que iria ser assim. Também ninguém merece a margem sul, com o seu transito matinal e de fim-de-tarde... Fora de brincadeiras, foi uma experiência muito engraçada. Vir todos os dias de carro na galhofa para Lisboa, à mesma hora... Chegar a casa e fazer o jantar para os dois... Ver um filme ou mesmo a novela à noite. De manhã um sumo de laranjas algarvias e um beijo doce... Enfim, a seu tempo quem sabe, a experiência poderá tornar-se mais perene.

Entretanto, ainda estou em fase de habituação ao meu novo poiso e ao meu novo companheiro de casa. Já deu pra ver que é quase o oposto do anterior, nada mais nada menos do que exactamente o que eu andava à procura. A casa é bonita, alegre, com vida e relativamente perto da faculdade. A zona é menos boa, o prédio foi contruido perto de bairros sociais, numa tentativa de os reabilitar e re-inserir na vida da cidade. Não sei se o objectivo é atingido, mas faz com que tenha muito poucas facilidades aqui mesmo ao pé. Não há farmácias, bancos nem cafés e o Pingo Doce mais próximo é a uns 10 min a subir pela rua de habitação social. Novas rotinas se impõem, portanto. As comprinhas têm de ser feitas a tempo e horas e de preferência no dia anterior a serem necessárias. E agora, a dúvida existencial... onde é que eu vou cortar o cabelo?...

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