Marchas e arraiais
Muito se discute acerca da real utilidade das marchas e arraiais pela defesa dos direitos dos LGBTs. Eu não tenho realmente uma opinião formada, até porque não me sinto realmente infeliz com os direitos que possuo. Mas isso sou eu, que por princípio não sou a favor do casamento. Ainda há umas semanas uma amiga anunciou com grande solenidade que ia dar o nó. Se por um lado, sinto que devia ficar feliz, por ser um passo importante na relação da minha amiga com o seu namorado, por outro lado acho que as pessoas que casam com a nossa idade mais tarde ou mais cedo vão sofrer uma desilusão. Não é por nada, mas eu diria que é quase estatístico. Continuo sem perceber: para quê casar? Se bem que tal como me disseram ontem, uma pessoa quando casa, firma de pedra e cal o que sente por outra. Era bonito, se o divórcio não se seguisse uns meses depois...
Assim, uma pessoa casa para viver junto, para poder ter filhos, pra poder fazer o IRS em conjunto...? Não percebo, em especial porque hoje em dia quase tudo se faz sem ter de assinar um papel e muito menos sem pedir autorização divina.
Em todo o caso, a discriminação e a homofobia têm de acabar, e todas as iniciativas nesse sentido são bem-vindas. Em particular, aquelas que servem para mostrar que apesar de diferentes da maioria, os LGBTs não têm de ser iguais enre si, ou seja, faltam talvez iniciativas que permitam àquelas pessoas menos corajosas (nas quais eu me incluo) poderem dar a cara sem receio de ser considerados trangéneros (com todo o respeito que os transgéneros merecem) e sim rapazes que simplesmente se relacionam com rapazes: diferentes nisso, iguais em tudo o resto.
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