Segunda-feira, Julho 23, 2007

Dia de azar

Hoje foi um daqueles dias... A loiça que ficou na máquina durante a minha estadia em Itália recusa-se a separar-se do bolor que se acumulou. Comecei por jogar tudo ao molhe para o lava-loiça. Um copo foi logo à vida. Depois lembrei-me de pôr tudo em lixívia. Até essa se acabou, a neoblanc da roupa teve de servir. Não serviu, tive mesmo de esfregar tudo à mão. Após tudo imaculado, vinagre para dentro da máquina e vá mais uma lavagem, para eliminar quaisquer vestígios. Abro o conglador para tirar qualquer coisa para o almoço e deparo-me com duas cervejas esquecidas do dia anterior. Outra sessão de limpezas...

À tarde, tentei estudar para o exame de terça feira, mas falta-me motivação. As ideias estão ainda mais confusas do que na véspera da 1a chamada, de modo que tenho um mau pressentimento.

A noite não foi melhor... Valeram-me as cervejas que entretanto se salvaram. Estava a passar 'As paixões de Julia', deixei-me ficar no sofá, amolecido pela Bohemia D'Ouro.

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Segunda-feira, Junho 11, 2007

PhD

Com a abertura já tardia do concurso de atribuição de bolsas de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, a perspectiva de que vou estar ausente durante muito tempo torna-se de repente muito real e próxima, apesar de em princípio só ir para Los Angeles em Março do ano que vem. A oportunidade é excelente, qualquer pessoa da minha área a quem oferecessem a possibilidade de trabalhar na NASA durante uns tempos teria dificldade em recusar. O problema é o que fica em terras lusas, sabe-se lá durante quanto tempo... Vários amigos meus já embarcaram na aventura de ir passar uma temporada no estrangeiro, e 'sobrevivem'. As amizades e laços mais fortes perduram e não há que ter medo. Mas confesso que me sentiria menos assustado se fosse aqui mesmo pelo velho continente. Uma ou duas horinhas de avião e estaria de novo em casa, de volta daqueles que amo e que me amam a mim.

Sempre tive uma perpectiva bastante aberta no que toca a uma ida para o estrangeiro. Mas as coisas mudaram, o tempo passou e estou a viver um grande amor que não me apetece comprometer. Mas se há altura na vida em que tem que se sacrificar um bocado a vida pessoal em detrimento da profissional, é agora. Sinto que tenho muito que aprender e que já não posso aprender aqui; sinto que tenho asas mas não as sei bater para voar.

Também vou sentir muito a tua falta, é certo. Neste último ano, tornaste possível o que eu já julgava impossível, a nossa cumplicidade ultrapassou qualquer expectativa que eu pudesse ter quando nos conhecemos. É assim o amor, aparece inesperadamente e troca-nos todos os planos que haviam sido feitos. Vamos acreditar que o tempo passa depressa (e de facto, passa) e vamos vencer este desafio.

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Sexta-feira, Junho 01, 2007

Chateado

Estou chateado e não me apetece estudar. Apetecia-me mesmo era bater em alguém, mas parece que o melhor é bater na minha própria consciência. E se isso não resolver tudo, não sei o que resolverá.

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